últimas notícias

Acervo

Quinze ônibus são depredados após novo ataque na ZL

170 veículos da Via Sul foram alvos de ataques semelhantes na Cidade Tiradentes desde agosto Da Reportagem De São Paulo

Ataques depredam 15 ônibus na zona leste de São Paulo

 

Quinze ônibus foram depredados com pedras e bolas de gude atiradas por estilingue na avenida Ragueb Chohfi, na Cidade Tiradentes, zona leste da capital, na madrugada desta terça-feira (9). Todos os ônibus eram da empresa Via Sul.

Os ataques ocorreram entre 5h e 6h, próximo da estrada do Iguatemi, quando os veículos seguiam para começar a atender a população. Outros 170 coletivos da mesma empresa foram alvos de ataques do mesmo tipo na região somente de agosto para cá.

Após o vandalismo, os veículos seguiram para o 49º Distrito Municipal, no bairro vizinho de São Mateus, com vários vidros quebrados. Os autores do ataque não foram descobertos.

A assessoria da SPTrans, empresa que administra os ônibus municipais da capital, afirmou em nota que repudia os atos de vandalismo e que os técnicos “acompanham a prestação de serviço no local”.

Em um dos últimos ataques, em 19 de setembro, o motorista M.J.S. contou, em entrevista à “TV Globo”, que os casos são comuns na região. “Virou rotina passar a noite na delegacia registrando esses boletins de ocorrência”, disse.

Naquela data, 11 veículos foram danificados, e um mesmo ônibus foi atacado antes e depois do motorista dar queixa na delegacia.

Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública (SSP) à época, o policiamento foi reforçado na área que compreende os bairros onde ocorreram os ataques.

A Via Sul está em operação no setor de transporte coletivo de passageiros desde 2001. A empresa atende 84 linhas, predominantemente nas regiões sudoeste, sul e leste da capital paulista.

16 mil passageiros ficaram sem ônibus

No fim de agosto, 34 ônibus da Via Sul foram depredados na Cidade Tiradentes e em bairros vizinhos com os mesmos métodos.

O ataque assustou os funcionários. De acordo com o motorista N.S., muitos pensaram se tratar de ataques com armas de fogo.

“Eu achei até que foi um tiro. Parei depois para olhar, tinha um buraco lá e o vidro estilhaçado. Parecia um tiro, mas não foi, porque senão tinha acertado no interior”, disse, em entrevista ao portal “G1”.

Na ocasião, ao menos 16 mil passageiros acabaram prejudicados, segundo estimativa do SPUrbanuss (sindicato das empresas) – cada veículo depredado ficou um dia fora de atividade, sem atender a
população.

Tops da Gazeta