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Mais duas placas de vidro são quebradas na raia da USP

O projeto, criado pelo ex-prefeito e atual candidato a governador, João Dória (PSDB), é estimado em R$ 20 milhões, bancados por doações de empresas Da Reportagem De São Paulo

Outras duas placas de vidro do muro da raia olímpica da USP (Universidade de São Paulo), na zona oeste da Capital, amanheceram quebradas nesta terça-feira. O problema tem se tornado uma rotina. Nos últimos seis meses, 30 placas apresentaram danos e tiveram que ser trocadas. O projeto, criado pelo ex-prefeito e atual candidato a governador, João Dória (PSDB), é estimado em R$ 20 milhões, bancados por doações de empresas.

De acordo com a perícia, a quebra das placas não é fruto de vandalismo. Os técnicos apontam que as causas mais prováveis são problemas de instalação, armazenamento inadequado e vibrações.

A “TV Globo” teve acesso ao laudo do Instituto de Criminalística, que analisou 11 placas quebradas, e informou que apenas duas tinham marca de impacto de instrumento contundente. Outras quatro não possuíam marca de impacto, mas poderiam ter sido atingidas por objetos.

As outras cinco folhas devidro, segundo o laudo, teriam sido rompidas por problema de instalação.

Das seis primeiras, quatro quebraram no sentido de dentro da raia para fora, e uma aparentava o contrário.

De acordo com o delegado Ubiraci de Oliveira, em entrevista à “TV Globo”, não há suspeitos de terem causado os danos. “Não tinha nenhuma pedra, não havia nenhuma capsula deflagrada, nenhum objeto que pudesse ter causado essa quebra, e isso está intrigando a gente. Até hoje a gente não tem um autor e não tem nem suspeita de algum autor.”

Risco aos pássaros

Além dos problemas de conservação, as placas de vidro também apresentaram risco às aves que passam pela região. Há cerca de 170 espécies de aves que usam o bairro como trajeto. Além da USP, o Parque Villa Lobos, que fica próximo à universidade, é um outro atrativo para os animais.

Em fevereiro, o Centro de Estudos Ornitológicos publicou uma carta aberta contra a construção do muro transparente. “A colisão das aves se dá pelo fato dos vidros refletirem o ambiente externo, dando às aves a impressão de continuidade deste e, no caso de muros de vidro, simplesmente por não o enxergarem. pássaros para a região”, disse a nota.

Para evitar que os pássaros colidam com o vidro e morram com o impacto. a prefeitura colou adesivo de pássaros grandes às lâminas, com a intenção de assustar os animais.

Câmeras ainda não funcionam

Em contato da Gazeta com a assessoria da USP, nesta terça-feira, a universidade informou que as 89 câmeras de monitoramento que foram doadas à mais importante instituição de ensino do País, dentro do programa City Câmeras da prefeitura de São Paulo, ainda estão em fase de teste e não estão em funcionamento.

Em 9 de outubro, a Gazeta também entrou em contato com a USP, que informou que os equipamentos ainda estavam em teste e inoperantes.

Quando instaladas, as câmeras devem inibir supostos casos de vandalismo no local.

De acordo com a Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU), a iniciativa privada já doou 3.249 câmeras para a cidade.

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