últimas notícias

Acervo

Prestes a ser vendido, Interlagos recebe verba

Repasse do governo federal foi acordado em 2013. Isso não significa que a prefeitura desistiu de privatizar o autódromo Da Reportagem De São Paulo

O prefeito da cidade de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), e o ministro do Turismo, Vinicius Lummertz, oficializaram no último domingo um acordo para a liberação de cerca de

R$ 43 milhões para obras no autódromo de Interlagos, na zona sul da Capital. A assinatura ocorreu antes da largada do Grande Prêmio de Fórmula 1.

O repasse não é sinônimo de que a prefeitura desistiu de privatizar o autódromo. Covas teve uma reunião nesta semana com os ex-pilotos de Fórmula 1 Rubens Barrichello e Luciano Burti para trocarem ideias sobre a possibilidade da privatização de Interlagos. A sua desestatização era uma das bandeiras do então candidato a prefeito João Doria (PSDB), hoje governador eleito do estado, que esperava lucrar ao menos R$ 2 bilhões aos cofres públicos com a operação.

O repasse atual foi acordado em outubro de 2013 pelo Ministério do Turismo e pela prefeitura de São Paulo, à época sob a gestão de Fernando Haddad (PT). Pelo acordo, seriam liberados R$ 160 milhões para adequação e implantação da infraestrutura do autódromo José Carlos Pace, o nome oficial do autódromo mais importante do País.

Parte desse valor (R$ 116,7 milhões) já foi repassada ao município em cinco etapas, entre os anos de 2014 e 2018, para implantação do Edifício de Apoio, Centro Operacional, boxes técnicos, nova galeria técnica, geométrica da entrada e saída dos boxes e novo pavimento no pit lane (frente do boxes). “A Fórmula 1 é um dos eventos que mais traz dinheiro para São Paulo, por isso é importante a conservação e as melhorias do autódromo de Interlagos”, destacou Bruno Covas.

O Ministério do Turismo também repassou no domingo R$ 40 milhões para a Fábrica do Samba, localizada na zona norte. As obras foram iniciadas em 2012 e chegaram a ficar paralisadas na gestão passada por falta de recursos. Elas continuaram em ritmo lento de abril de 2016 até setembro de 2017, quando a atual gestão retomou a construção.

Tops da Gazeta