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Sushiman morto relatou bullying de colegas, diz PM

Para libertar as vítimas, policiais militares tentavam acalmar o rapaz. Durante a conversa, ele dizia que sofria bullying no trabalho Por Estadão Conteúdo

Antes de morrer com dois tiros, o sushiman L.S. dos S., de 26 anos, mantinha cinco colegas reféns na cozinha do Jam, restaurante japonês no Itaim Bibi, zona oeste de São Paulo. “Se tentar sair, vai morrer”, repetia, em aparente surto psicótico. Tinha uma faca em cada mão. Para libertar as vítimas, policiais militares tentavam acalmar o rapaz. Durante a conversa, ele dizia que sofria bullying no trabalho.

O possível motivo para o transtorno do homem foi informado pelo 2.º tenente da PM Felipe Duzzi, do 23.º Batalhão, que atendeu a ocorrência e atirou contra o sushiman.

“Ele dizia que estava sendo humilhado pelos funcionários. Sofrendo bullying, zoação mesmo. Dizia que estavam ferindo a honra e a imagem dele.”

Segundo relata, houve mais de uma hora de negociação. O sushiman aparentava ter usado droga, diz o PM. A equipe também usou bala de borracha e taser (arma de choque) para tentar contê-lo, sem sucesso. O agressor teria, ainda, atirado uma faca contra os policiais. Segundo as investigações, o homem foi baleado nas nádegas e na lateral do corpo. Foi socorrido ao Hospital das Clínicas, onde morreu.

O 15.º Distrito Policial (Itaim Bibi) instaurou inquérito para apurar se houve excesso na ação dos PMs. “Em princípio, tudo ocorreu dentro da legalidade”, diz o delegado titular Fábio Pinheiro Lopes, que aguarda as imagens das câmeras para comparar com o relato dos agentes.

Não havia informação se o sushiman usava remédio ou droga. Na delegacia, funcionários do Jam disseram que ele trabalhava lá havia sete anos, era “pacato” e “muito fechado”. Do sertão de Alagoas, não tinha antecedentes e, em pesquisas da polícia, só aparece como vítima em duas ocorrências – de furto e de acidente de trânsito. Os colegas também negaram conflitos.

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