últimas notícias

Concessão de parque prevê investimento de R$ 351 milhões

A gestão Bruno Covas vai escolher a empresa que fizer a maior oferta financeira para gerir o Parque Chácara do Jockey Por Estadão Conteúdo

A concessão do Parque Chácara do Jockey desponta como a mais adiantada entre as áreas verdes municipais, enquanto o edital do Ibirapuera passa por “readequações”. A primeira versão do edital do espaço, na Vila Sônia, zona oeste da cidade de São Paulo, está aberta para consulta pública até 19 de dezembro. A licitação ainda pode ser alterada antes da publicação, prevista para janeiro. A gestão Bruno Covas (PSDB) vai escolher a empresa que fizer a maior oferta financeira para gerir o parque a partir de setembro de 2019.

O contrato valerá por 35 anos, com custo estimado de R$ 351 milhões, e inclui gestão, zeladoria, conservação, serviços, intervenções e exploração comercial. A receita bruta anual prevista é de R$ 14,2 milhões, da qual quase metade sairá da venda de bebidas e alimentos. Está vedada a cobrança de ingresso na área verde do parque.

Na consulta pública, a Prefeitura justifica a concessão a um “significativo aumento no número de parques municipais”, que subiram de 38, em 2008, para 106. O texto lembra que não foram cumpridos “elementos previstos inicialmente no projeto original” por “restrições orçamentárias”, tais como reforma das baias, implementação de um playground e construção da horta comunitária, entre outros.

O edital prevê que a concessionária construa um estacionamento com 140 vagas, com valor médio de R$ 10. Também permite a cobrança para realização de filmagens e fotografias profissionais, locação de bikes e aluguel de vestiários, entre outros.

A receita também virá do aluguel da maior parte da área construída do parque - 7 mil m² dos 493,5 mil m². As edificações poderão ser ocupadas por lojas, feiras temporárias, coworking, salas comerciais e hotelaria. Em um dos edifícios está permitido instalar um “atrativo” com cobrança sugerida de ingresso de R$ 15. Há previsão de novas câmeras, bebedouros, iluminação e horta.

Moradores criticam

Um dos pontos do edital mais criticados por moradores é a realização de até oito shows e eventos no campo de futebol por mês.

“Não há estrutura para isso no parque nem fora dele. Falamos de um bairro residencial. Ter eventos esporádicos, como shows e campeonatos de skate, é uma coisa; outra é ter vários”, diz a administradora I.F., de 41 anos. Já a instrutora de ioga F.M., de 39 anos, acredita que ainda não está claro o impacto da concessão. “O parque está bem esquecido.”

Tops da Gazeta