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Quinta, 27 Dezembro 2018 16:54

Bruno Covas sanciona reforma da Previdência municipal

O principal ponto da proposta é o de fixar o aumento da alíquota de contribuição dos servidores de 11% para 14%
O prefeito de São Paulo assina reforma, que foi aprovada no dia anterior com 33 votos favoráveis e 17 contrários O prefeito de São Paulo assina reforma, que foi aprovada no dia anterior com 33 votos favoráveis e 17 contrários Roberto Casimiro/Fotoarena/Folhapress
Da Reportagem
De São Paulo

Após muitas discussões e polêmicas, o prefeito Bruno Covas (PSDB) sancionou na manhã desta quinta-feira (27) a reforma da Previdência dos servidores municipais de São Paulo. O texto havia sido aprovado no dia anterior, em segunda votação, com 33 votos favoráveis e 17 contrários.

O principal ponto da proposta é o de fixar o aumento da alíquota de contribuição dos servidores municipais de 11% para 14%. Além disso, houve a criação de um sistema de previdência complementar para novos funcionários públicos com remuneração superior ao teto de R$ 5,6 mil.

O texto aprovado é uma versão “light” da proposta que estava em discussão desde o ano passado, e ainda prevê que recursos de impostos da cidade tenham de ser usados para cobrir o déficit previdenciário.

A prefeitura espera deixar de gastar por volta de R$ 400 milhões já em 2019 com o aumento da contribuição. De acordo com a prefeitura, o rombo da Previdência municipal é de R$ 5,4 bilhões e a previsão para o próximo ano era de 6,1 bilhões.

A votação de quarta ocorreu sob protestos. Cerca de 11 mil servidores municipais bloquearam totalmente o trânsito do viaduto Maria Paula, em frente à Câmara Municipal, para se opor à reforma.

No começo da tarde, guardas municipais lançaram bombas de gás lacrimogêneo, balas de borracha e sprays de pimenta contra os manifestantes, que responderam jogando objetos contra os guardas. Em protesto, os trabalhadores indicaram que podem entrar em greve no próximo ano.

HOLIDAY

O vereador Fernando Holiday (DEM) disse ter sido alvo de um ataque na quarta-feira após a aprovação da reforma da previdência dos servidores municipais. Segundo Holiday, favorável à reforma, o ataque ocorreu após a votação, quando ele parou na janela do quinto andar para acenar aos manifestantes que estavam na rua.

“Ouvimos um estilhaço e achamos que era apenas uma pedra, até que um guarda olhou e viu que o buraco não era compatível com uma pedra. Parece que foi um projétil”, afirmou um assessor parlamentar de Holiday.

Segundo a Câmara, uma perícia ainda será feita, mas por ora não foi encontrado nenhum objeto no local., nem projétil nem pedra, apenas uma bolinha de gude em uma marquise dois andares abaixo. A Casa afirma, porém, que ainda não é possível saber se a bolinha tem relação com a perfuração no vidro.

*Com informações da Folhapress

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