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Ataques de escorpião crescem em SP

O bairro da Brasilândia, na zona norte da Capital, apresenta o maior número de casos; riscos aumentam no verão Por Folhapress

A capital paulista registrou aumento de acidentes envolvendo escorpiões. Segundo a Covisa (Coordenadoria de Vigilância em Saúde) da prefeitura, até 21 de dezembro, 248 pessoas haviam sido picadas. O bairro da Brasilândia (zona norte) foi o que apresentou o maior número de casos.

Em 2017, foram 218 ocorrências e, em 2016, 180. O último óbito por picada de escorpião na Capital foi registrado em 2015.

Após notar um aumento no número de ocorrências no País, o Ministério da Saúde emitiu alerta sobre os riscos da picada de escorpiões. Em parceria firmada com o Instituto Butantan, localizado em São Paulo, o governo federal tem a intenção de orientar profissionais da saúde e prefeituras sobre como evitar a proliferação do
aracnídeo.

Em 2016, foram notificados 91.701 casos no País, com 120 mortes. Em 2017, o número de registros subiu para 124.903 (uma alta de 36%), e o de mortes, para 143 (crescimento de 19%). No ano passado, até setembro, 90.382 pessoas já haviam sido picadas por escorpiões, segundo dados do Ministério da Saúde. O número de óbitos ainda não foi fechado.

Para o aracnólogo do Instituto Butantan, Rogério Bertani, o escorpião foi se adaptando a viver próximo ao homem. “A espécie amarela está se tornando cada vez mais um problema urbano. O escorpião consegue viver, por exemplo, em galerias de águas pluviais, que estão espalhadas por toda a cidade.”

Segundo Bertani, o combate ao escorpião é difícil, pois não há inseticida eficaz. “Ele se esconde quando percebe produto químico”. O aracnólogo ainda explica que o verão é a época de maior incidência de picadas, pois os escorpiões são obrigados a deixar seus esconderijos.

“Com o calor, as presas que o escorpião gosta de capturar, como baratas e pequenas aranhas, ficam mais ativas. Além disso, as fortes chuvas de verão ajudam a desalojá-los”.

CRIANÇAS

As mortes por envenenamento causado por picada de escorpião são bem mais comuns em crianças do que em adultos. Segundo os especialistas, a maioria dos acidentes desse tipo é causada pelo escorpião Tityus serrulatus (o de cor amarela).

“A picada de escorpião é muito perigosa para crianças abaixo de sete anos, pois o veneno é bastante potente. A dica para quem mora em áreas de infestação é colocar em cada pé da cama ou do berço um frasco de vaselina ou óleo de cozinha para impedir que ele suba”, explica Rogério Bertani.

O especialista ainda recomenda que lanternas com lâmpadas ultravioletas sejam usadas para iluminar cômodos da casa. “O escorpião tem uma substância na pele que faz com que fique fluorescente. Assim, ele fica visível à noite.”

EDUCAÇÃO

O Ministério da Saúde firmou uma parceria com o Instituto Butantan para a produção de material educativo sobre escorpiões. No formato de videoaulas, o conteúdo será destinado a profissionais e agentes de saúde, além da população em geral, com foco na vigilância, prevenção e assistência de pacientes.

Atualmente, o projeto está em fase de finalização e a previsão é que seja iniciado em 2019.

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