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Sexta, 11 Janeiro 2019 19:21

Acadêmicos do Tatuapé busca tricampeonato

Em 7 anos, a agremiação da zona leste saiu do Grupo de Acesso para se tornar uma das mais celebradas da Capital.
Integrante da escola prepara carro alegórico para o desfile de 2019; a Acadêmicos do Tatuapé se apresenta em 1º de março. Integrante da escola prepara carro alegórico para o desfile de 2019; a Acadêmicos do Tatuapé se apresenta em 1º de março. Henrique Barreto/Futurapress
Da Reportagem
De São Paulo

A Acadêmicos do Tatuapé é a atual bicampeã do Carnaval paulistano. Essa glória seria impensável até 2012, quando a agremiação da zona leste da Capital estava no Grupo de Acesso e era considerada uma escola de porte mediano. Nos últimos, esse cenário mudou, e a Acadêmicos colecionou dois títulos, um vice-campeonato (em 2016), e sempre figurou entre as primeiras colocadas.

A Gazeta conversou com o presidente da escola, Eduardo dos Santos, pouco antes de mais um ensaio aberto pelas ruas do Tatuapé, que explicou o processo de transformação e contou sobre as expectativas para o Carnaval de 2019.

Eduardo, 60 anos, nascido e criado no bairro, à frente da escola desde 2013, começou explicando sobre o enredo deste ano, batizado de Bravos Guerreiros, liderado pelo carnavalesco Wagner Santos. “A ideia veio de um componente e surgiu pelo fato de 2019 ser um ano regido pelo planeta Marte, o planeta da guerra. É algo simbolizado por São Jorge no catolicismo e por Ogum na Umbanda. Resolvemos, então, criar um enredo que contasse a história de grandes guerreiros pela paz, como [Nelson] Mandela, Martin Luther King, Sérgio Vieira de Mello e muitos outros”.

De acordo com o presidente, haverá homenagens a outros “guerreiros da paz”, como o trabalho do Greenpeace em prol da sustentabilidade, além dos “guerreiros do dia-a-dia”, em referência ao povo brasileiro.

Vai ter espaço também para os guerreiros do Carnaval, em uma homenagem a todas as escolas de samba.

“Terminaremos essa história com os guerreiros do Tatuapé, que são os nossos componentes que, a cada ano, empreendem uma guerra para fazer o melhor desfile de nossas vidas”, conta.

O termo “fazer o melhor desfile de nossas vidas”, aliás, aparece algumas vezes durante a conversa com Eduardo. Foi com esse ideal, explica, que a escola conseguiu se transformar desde o acesso ao Grupo Especial, em 2012, com um enredo em homenagem a Leci Brandão – até hoje a madrinha da escola –, para o vice-campeonato em 2016 e os títulos em 2017 e 2018.

Para ele, um desfile que marcou a transformação foi o de 2013, o primeiro sob sua gestão, em um enredo em exaltação à sambista Beth Carvalho. “Tinha sete anos que todas as escolas que vinham do Grupo de Acesso e abriam os desfiles de sexta eram rebaixadas de novo. Nós conseguimos nos manter em 2013. Teve o gosto de um título”, explica.

A partir dali, o plano foi fazer da Acadêmicos do Tatuapé uma escola cada vez mais competitiva. E o trabalho passou por uma profunda observação dos desfiles das outras escolas.

“Nós não inventamos nada. Tudo o que a gente faz vimos um dia alguém fazer. O Carnaval, graças a Deus, é uma ciência humana, e a cada ano essa história é revista, verdades deixam de ser tão verdades assim. Fomos nos aperfeiçoando sempre, para corrigir nossos erros e intensificar cada vez mais os nossos acertos”.

Um dos trunfos da escola, diz Eduardo, é que os samba-enredos conseguiram manter uma identidade tatuapeense nos últimos anos. “Uma das coisas que temos acertado é no samba-enredo. Nós orientamos um pouco os compositores, e o samba acaba se transformando em um estilo que os integrantes da escola gostam de cantar. Mas não tem padrão. Padrão é uma palavra rude para falar sobre uma obra de arte”.

Com todo o trabalho, está esperançoso para o desfile de 2019. Mas sabe que mais uma vitória não será fácil. “A disputa se acirrou demais, o nível das escolas está muito próximo. Ser campeão ou não depende de um detalhe, de uma nuance que não está em nossas mãos. Mas fazer um grande desfile, o maior desfile da nossa vida a cada ano, é algo que consideramos estar nas nossas mãos. E é pra isso que a gente se prepara”.

A Acadêmicos do Tatuapé será a quinta escola a desfilar no dia 1º de março, sexta- feira, na mesma noite em que desfilam Colorado do Brás, Império de Casa Verde, Mancha Verde, Acadêmicos do Tucuruvi, X9 Paulistana e Tom Maior.

No dia seguinte, se apresentarão no Sambódromo do Anhembi Águia de Ouro, Dragões da Real, Mocidade Alegre, Vai-Vai, Rosas de Ouro, Unidos de Vila Maria e Gaviões da Fiel.

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