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Obra em viaduto da Marginal custará R$ 20 milhões

O valor é quase um quarto da verba prevista pela Prefeitura de São Paulo para a manutenção de todas as pontes e viadutos da cidade este ano Por Estadão Conteúdo

O conserto do viaduto da Marginal do Pinheiros que cedeu em novembro vai consumir R$ 19,9 milhões. O valor é quase um quarto da verba prevista pela Prefeitura de São Paulo para a manutenção de todas as pontes e viadutos da cidade este ano. Laudo do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), feito a pedido do Ministério Público, ainda aponta 33 tipos de problemas na estrutura que demandam reparo, além do trecho danificado três meses atrás.

Esse valor é do contrato da prefeitura com a empresa JZ Engenharia, contratada por emergência para fazer a obra. O contrato deveria ser publicado nesta sexta no Diário Oficial da Cidade. No dia 31, em depoimento à Promotoria a que o “Estado” teve acesso, o secretário de Infraestrutura Urbana e Obras, Vitor Aly, havia admitido não haver, na ocasião, contrato vigente entre o município e a JZ nem valor estimado. O decreto corrige isso. Por nota, a secretaria informou que, como é ação de emergência, “enquanto a empresa não apresentar todas as medições das obras realizadas não dá para definir o custo total”.

Até agora, a JZ fez o “macaqueamento” do viaduto que cedeu. A empresa está fazendo também as demais obras de reconstrução de vigas e suportes. Há, no entanto, uma série de outras ações a serem feitas no local, segundo o laudo do IPT.

O viaduto tem concreto enfraquecido pelo contato com a água, infiltrações e fissuras, sujeira e até asfalto em pontos onde deveriam estar os vãos dos amortecedores do viaduto. Nos pilares, existem pontos em que há deslocamento para frente das peças em relação à base do pilar.

A prefeitura informou que “outras intervenções serão feitas por meio de licitação”, uma vez que a JZ “é a responsável pela obra emergencial” no local. A liberação do trecho é prevista só para maio.

Para o promotor que pediu o laudo ao IPT, Marcelo Milani, a falta de manutenção no local pode resultar em ações de improbidade para os gestores responsáveis pelos viadutos.

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