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Admiradores e familiares se despedem de Boechat

Velório reuniu personalidades da comunicação, da política e muitos fãs; taxistas colocaram placas de táxi sobre o caixão Por Estadão Conteúdo

Fãs e admiradores foram ao Museu da Imagem e do Som (MIS), no Jardim Europa, na zona sul de São Paulo, para prestar a última homenagem a Ricardo Boechat. O corpo do jornalista, morto aos 66 anos, vítima de um acidente de helicóptero, foi velado a partir 23h20 de segunda-feira (11). Ricardo Boechat foi cremado às 16h no Cemitério Horto da Paz, em cerimônia fechada.

Às 6h10 da manhã desta terça-feira, Veruska Seibel, mulher de Ricardo Boechat, chegou ao velório: “Meu marido, que dizia que era ateu, era o que mais seguia o mandamento mais importante: o de amar ao próximo. Era um coração, uma pessoa sem luxo. Tudo o que conquistou era pensando em mim e nos filhos”.

Um grupo de taxistas que conhecia Boechat se juntou para prestar uma homenagem ao jornalista na madrugada desta terça. Eles colocaram duas placas de táxi sobre o caixão e elogiaram o tratamento dado por Boechat aos motoristas.

“Era uma pessoa muito boa, amável, que conhecia nossas dificuldades”, disse Mauro Simões, de 56 anos, Por volta da meia-noite, o velório foi aberto ao público.

Com quase 50 anos de carreira no jornalismo e uma coleção de prêmios no currículo, Boechat era atualmente apresentador do Jornal da Band e âncora da “BandNews FM”.

Presidente do Grupo Bandeirantes de Comunicação, João Carlos Saad compareceu ao velório. “Tinha uma graça e um jeito de fazer jornalismo que não vai ter outro”, disse sobre Boechat. Ao ser perguntado sobre as lições que o jornalista deixou, acrescentou: “Ensinou a ser duro sem perder a ironia e o humor”.

O prefeito Bruno Covas (PSDB) também esteve no velório. “Boechat era uma grande referência não apenas para o jornalismo, mas para todos nós. É uma perda para o jornalismo, uma perda para a democracia”, afirmou.

Envolto em coroas de flores, o caixão foi posto em cima do palco de um auditório do MIS. Ao passar, fãs tocavam a madeira, faziam sinal de despedida com as mãos. Veruska, com quem Boechat teve dois filhos, ficou sentada em uma cadeira nas primeiras fileiras ao lado da mãe do jornalista.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), chegou às 23h30. “O jornalismo perde uma referência. Conduziu seu trabalho com grandeza”, comentou. O comentarista José Simão, parceiro de Boechat no programa, muito consternado ao comparecer ao velório, disse: “O day after é pior. Hoje eu acordei e falei: cadê o Boechat? Nossa relação era mais que profissional. Era de amor. Estou sentindo uma falta brutal dele”.

Por lá também passaram o empresário Abílio Diniz, o vereador Eduardo Suplicy (PT), o publicitário Nizan Guanaes, os apresentadores Amaury Jr., Otávio Mesquita e Fernando Rocha, os jornalistas Matinas Suzuki, Ana Paula Padrão e Milton Neves, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, Augusto Heleno, além de muitos outros admiradores, conhecidos e anônimos.

INVESTIGAÇÃO

A Polícia Civil pretende ouvir os fabricantes do helicóptero e das turbinas da aeronave no inquérito que apura as causas e, também, as eventuais responsabilidades do acidente.

Por sua vez, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) abriu procedimento administrativo para apurar a queda do helicóptero.

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