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Sexta, 08 Março 2019 22:43

Obra inacabada tem enchente e desvio no trânsito

Os transtornos na avenida Zagottis ocorrem desde 2015, quando a prefeitura iniciou obras de canal
A Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (Siurb) diz que a primeira frente de obras a ser retomada será o trecho interditado, mas não anunciou uma data específica A Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (Siurb) diz que a primeira frente de obras a ser retomada será o trecho interditado, mas não anunciou uma data específica Thiago Neme/Gazeta de S.Paulo
Por Bruno Hoffmann
De São Paulo

Os motoristas que passam pela avenida Engenheiro Alberto de Zagottis, em Santo Amaro, na zona sul de São Paulo, são obrigados a lidar com um bloqueio de cerca de 50 metros na via, o que força os veículos a fazerem um desvio pela avenida Engenheiro Eusébio Stevaux, pegarem um retorno e seguirem caminho para acessar a região da Marginal do Pinheiros. O transtorno ocorre desde 2015, quando a prefeitura, então sob gestão de Fernando Haddad (PT), iniciou um trabalho de canalização do córrego Zavuvus. Porém, até hoje, permanece o bloqueio e permanecem os alagamentos.

A implantação de 1,2 quilômetro de galerias de reforço e a canalização de 2,1 quilômetros do córrego entre as avenidas Octalles Marcondes Ferreira e Engenheiro Alberto de Zagottis, na altura da Praça Acapulco, não avançam desde dezembro de 2017. Em resposta ao contato da reportagem da Gazeta, a Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (Siurb), da Prefeitura de São Paulo, gestão Bruno Covas (PSDB), diz que a primeira frente de obras a ser retomada será o trecho interditado na avenida Engenheiro Alberto de Zagottis. “Dessa maneira, o tráfego de veículos será liberado o mais breve possível”, garante a Siurb, sem anunciar uma data específica para o começo dos trabalhos.

Em relação à demora para a conclusão das obras, a Siurb esclarece que o Tribunal de Contas da União (TCU) apontou, em 2017, falhas nos contratos das obras, elaborados pela gestão anterior, concluída no fim de 2016, motivo pelo qual o trabalho teve que ser suspenso.

“A atual gestão propôs um plano de saneamento dos contratos e o TCU liberou a elaboração dos projetos executivos dos lotes 1 e 2, que foram aprovados e estão em fase de revisão dos custos da obra e atendimento às exigências do licenciamento ambiental”.

A nota encerra dizendo que “os projetos executivos referentes ao Lote 3 já foram aprovados pela SIURB. A revisão dos custos da obra deste lote foi encaminhada para a Caixa Econômica Federal para análise e posterior liberação dos recursos”.

A avenida está localizada em uma área de grande movimentação de pedestres e de automóveis, a menos de um quilômetro de uma distribuidora da Coca-Cola, de uma unidade do Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial), do shopping SP Market e da estação Jurubatuba da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

A Gazeta foi ao local e denunciou as condições da avenida Engenheiro Alberto de Zagottis e do córrego Zavuvus em reportagens publicadas em dezembro de 2017 e em maio do ano passado.

Reclamações

A conclusão das obras “o mais breve possível”, conforme prometido pela gestão do prefeito Bruno Covas, é a expectativa dos moradores e comerciantes da região. Um dos que se diz indignado com a situação é Marcos Vinicius, dono de uma oficina mecânica próxima à Praça Acapulco. “Não tem explicação existir esse bloqueio há tanto tempo. Nada justifica esse desgaste aos motoristas para fazerem essa volta toda.Todo mundo reclama da interdição”, diz.

O homem também destaca que enchentes violentas são constantes na região. A última ocorreu na Quarta-Feira de Cinzas (6). As águas do córrego Zavuvus chegaram a entrar em carros de passeio. “Aqui na frente virou um rio. As águas já chegaram a subir um metro e vinte, a invadir a oficina. Eu instalei uma comporta na frente da oficina para me proteger. Foi algo bem oneroso...”, se lamenta. O mecânico também já perdeu muitos materiais de trabalho por causa dos transbordamentos do córrego.

De acordo com ele, apesar das enchentes constantes, os imóveis da região não contam com isenção de IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano). Ele acredita que as enchentes ocorrem pelo alto assoreamento do córrego. “As águas não têm vazão. Há muito asfalto, sem absorção. Então o córrego sobe mesmo”.

Na mesma quadra da oficina de Marcos Vinicius está um hotel e restaurante no qual Maria Fernanda é gerente. Ela também diz que “todo mundo reclama” da interdição na avenida. E vai além: “Outra coisa horrível é a quantidade de buracos que há na curva [que os carros são forçados a fazer]. O asfalto é muito mal feito”.

Ela destaca que as enchentes causam grandes transtornos e prejuízos financeiros ao restaurante em que trabalha. “Enche toda a calçada, invade até a grama. As águas subiram tanto na quarta-feira que mataram todas as nossas plantas. Sem contar que os clientes não aparecem, o que causa um prejuízo enorme”, conta.

Na quarta-feira, Maria Fernanda precisou esperar duas horas após o fim do expediente para ir para casa. “Quando chove não tem condições de ir embora. Ameaçou chover, todo mundo sai correndo para casa. Mas eu fiquei presa...”.

De acordo com Lúcia Policarpo, dona de uma adega na mesma avenida, a prefeitura chegou a sugerir o fechamento da via inteira para as obras, e alguns comerciantes entraram com uma ação para evitar a medida. A prefeitura, então, fechou apenas um trecho. Ela resume o sentimento geral: “Fazer aquele retorno toda hora é horrível. Já deveriam ter arrumado faz tempo”.

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