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Em São Paulo, livros não terão mudança na interpretação do golpe de 64, diz Covas

Neto do governador Mário Covas (1930-2001), que teve os direitos políticos cassados durante a ditadura militar, evocou a história familiar e disse que "não dá para aceitar" o revisionismo. Por Folhapress

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), diz que vai barrar no ensino municipal paulistano uma eventual mudança nos livros didáticos que retire a classificação de "golpe" para a ascensão dos militares ao poder em 1964, prometida pelo ministro Ricardo Vélez (Educação) nesta semana.

Neto do governador Mário Covas (1930-2001), que teve os direitos políticos cassados durante a ditadura militar, evocou a história familiar e disse que "não dá para aceitar" o revisionismo.

Covas também lembrou o legado do avô, um dos criadores do PSDB, ao falar da disputa em curso pelo comando do partido e das diferenças entre a visão dos fundadores (incluindo o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, os ex-governadores José Serra e André Franco Montoro, entre outros) e a visão defendida pelo atual governador, João Doria, de quem herdou a Prefeitura.

Há um ano, em 6 de abril de 2018, Doria (PSDB) fechava sua passagem meteórica pela gestão municipal e passava o cargo a Covas, então seu vice, para concorrer ao governo estadual.

Na contramão do "gestor" Doria, o novo prefeito assumiu exaltando a política. Desde então, foi obrigado a enfrentar crises que foram de prédio e viadutos caindo a tragédias causadas por alagamentos.

O tucano emitiu sinais diferentes do antecessor, como uma linha mais progressista, mas ainda não conseguiu firmar uma marca com o objetivo de concorrer a reeleição.

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