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Carteiro acusa GCM de agressão e racismo no centro de SP

“Eu sou suspeito por causa da minha cor? Se eu não estou com a roupa dos Correios eu sou suspeito?”, disse o homem de 40 anos, que é negro Da Reportagem De São Paulo

Um homem que trabalha nos Correios acusa agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) de agressão motivada por racismo. O caso teria ocorrido na região da Cracolândia, no centro. O caso foi revelado pelo SP1, da "Globo".

M.A.A., de 40 anos e que trabalha há 19 nos Correios, diz que estava cansado de ser parado por GCMs. No dia 27 de março, então, se recusou a mostrar a sua identificação a um guarda. Foi quando as agressões teriam começado.

O carteiro diz ter levado um soco no peito. Ele revidou e, então, outros GCMs o agrediram. Depois, os guardas levaram ao Pronto Socorro da Barra Funda. Segundo seu relato, os guardas-civis disseram que se falasse algo sobre as agressões para o médico "iria apanhando do PS até a delegacia".

"Falei para o médico que tinha sido agredido pelo GCM. Quando saí do PS, eles voltaram a me agredir e antes de fechar a viatura jogaram spray de pimenta no meu rosto. Eu sou suspeito por causa da minha cor? Se eu não estou com a roupa dos Correios eu sou suspeito?", disse o homem, que é negro.

O carteiro foi levado a um Distrito Policial e lá, diz, as ameaças continuaram. Foi lavrado um termo circunstanciado onde o carteiro consta como agressor.

Mais tarde, ele acionou a Defensoria Pública e recebeu a orientação de procurar a Delegacia dos Crimes Raciais e de Intolerância. Foi aberto um inquérito para investigar o crime de racismo.

Em nota, a GCM diz não ter conhecimento da agressão sofrida pelo carteiro e que ele que teria agredido um GCM.

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