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Placas do muro de vidro da USP são trocadas

Desde a inauguração do muro, 30 placas se quebraram e as obras estão paradas Da Reportagem De São Paulo

Nesta terça-feira (21) foram substituídas algumas das placas de vidro quebradas do muro da raia olímpica da Universidade de São Paulo (USP). A colocação das placas, que vão substituir o muro de concreto, ainda não foi concluída.

Desde a inauguração do muro, 30 placas se quebraram e as obras estão paradas. O motivo, de acordo com a USP, é porque há a necessidade de realizar alguns ajustes nos procedimentos de colocação das placas.

O então prefeito João Doria (PSDB) inaugurou a obra em abril de 2018, mesmo inacabada, antes de sair em campanha pelo governo do Estado. Existe uma investigação em andamento da Polícia Civil para descobrir porque os vidros foram quebrados.

Questionada sobre quem deveria fazer a manutenção do muro, a Prefeitura disse que não é de sua responsabilidade, e sim das empresas que foram contratadas por meio de um chamamento público. O prefeito Bruno Covas (PSDB) disse que, caso a empresa não termine a construção, a administração municipal assume a entrega da obra.

As placas de vidro têm 3,15 metros de altura e 12 mm de espessura. O valor do muro foi orçado em R$ 15 milhões, que foi doado por 52 empresas privadas. Porém, algumas placas se quebraram apenas 15 dias depois da inauguração. Um laudo da Polícia Técnico-Científica feito à época havia mostrado indícios de que os vidros estariam se quebrando devido à falta de estrutura e à vibração que carros e caminhões provocam ao passar ao lado do muro.

A ideia de instalar placas de vidro ao longo da raia olímpica é integrar a Cidade Universitária e suas atividades com quem passa de carro pela Marginal. Mas, os carros pequenos não conseguem ter uma visão completa da parte interna da raia.

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