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Terça, 10 Setembro 2019 12:20

Mulher é assassinada pelo ex-marido na frente dos filhos na zona sul de SP

O ex-marido teria ameaçado a ex-companheira e apontado a arma contra uma das crianças. A vítima, então, jogou-se para proteger o filho e foi atingida no peito
O homem não aceitava o fim do relacionamento. O homem não aceitava o fim do relacionamento. Reprodução/TV Globo
Por Estadão Conteúdo
De São Paulo

Uma mulher foi assassinada a tiros pelo ex-marido na frente dos dois filhos dela, na região do Capão Redondo, zona sul de São Paulo, na madrugada desta terça-feira (10). O suspeito foi preso. Segundo informações preliminares da Polícia Militar, R.A. de S.O., de 28 anos, efetuou disparos contra T.C. dos S., de 30, após uma discussão. Ele não aceitava o fim do relacionamento.

O ex-marido teria ameaçado a ex-companheira e apontado a arma contra uma das crianças. A vítima, então, jogou-se para proteger o filho e foi atingida no peito. O crime aconteceu por volta de 0h30.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) do Estado de São Paulo informou que uma equipe da PM foi acionada para atender a ocorrência e, no local, encontrou a porta da residência aberta e a mulher caída com ferimentos graves.

Ela foi socorrida e levada ao pronto-socorro do Hospital Municipal do M'Boi Mirim, também na zona sul, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Testemunhas contaram que o autor do crime fugiu a pé. "Após intensificar o patrulhamento, o criminoso foi encontrado e preso", disse a SSP, em nota. A secretaria afirmou que o ex-marido admitiu o crime. Segundo ele, a arma usada no assassinato, um revólver calibre 38, foi jogada em um rio. A polícia não encontrou o objeto.

O homem foi autuado em flagrante e conduzido ao 47º Distrito Policial (Capão Redondo), onde o caso foi registrado como feminicídio, isto é, assassinato de mulher por violência doméstica ou discriminação de gênero. A polícia solicitou exame residuográfico a Orgelio, perícias no local do crime.

Aumento nos casos

Dados do governo de São Paulo apontam que foram registrados 54 casos de feminicídio entre janeiro e abril deste ano. O índice representa um aumento de 54,2% em relação ao mesmo período de 2018, quando haviam ocorrido 35 notificações do crime no Estado

Em resposta, a gestão João Doria (PSDB) iniciou uma campanha publicitária para tentar frear as mortes, mas afirmou que só deve voltar a expandir as Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) que funcionam 24 horas a partir de 2020, por falta de delegadas mulheres.

Em uma peça publicitária com 30 segundos de duração, aparecem três casos reais de violência: uma vítima que teve a mão cortada pelo marido; outra mulher que teve o rosto desfigurado; e uma mulher que foi espancada e teve a casa incendiada pelo ex. "Feminicídio: repudie, denuncie", diz a peça.

Gazeta SP

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