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Segunda, 16 Setembro 2019 18:30

Baratas e pernilongos infestam jardim vertical no Minhocão

Moradores de edifício grudado a um jardim vertical colocado pela prefeitura pedem que estrutura seja retirada
Moradora do edifício, Violeta Moralez reclama que o matagal invade as sacadas dos apartamentos e causa muita sujeira Moradora do edifício, Violeta Moralez reclama que o matagal invade as sacadas dos apartamentos e causa muita sujeira Flavio Corvello/Futura Press
Por Bruno Hoffmann
De São Paulo

"No Minhocão tem prédios com grafites maravilhosos. E aqui tem essa criação de baratas e pernilongos". A frase é dita em tom lamurioso pela aposentada Violeta Moralez, 60 anos, que mora no primeiro andar de um edifício na rua Amaral Gurgel, ao lado do Elevado Presidente João Goulart, na Vila Buarque, região central da capital paulista. O seu drama: há cerca de três anos a Prefeitura de São Paulo com a permissão do Mackenzie instalou um jardim vertical no muro de um dos edifícios da instituição de ensino, que é grudado ao condomínio em que vive. O que era para ser algo que deixasse o local mais bonito se tornou um paredão cheio de plantas com aparência de mal-cuidadas e que passou a juntar insetos indesejados no local, principalmente na época do verão.

Violeta, chilena que vive em São Paulo há mais de três décadas, diz à reportagem da Gazeta (com um leve sotaque hispânico) que não há um morador do edifício que não reclame do matagal que invade as sacadas dos apartamentos. "A minha sacada tem que ficar todo dia trancada. Eu lavo três vezes por semana, gasto muita água, e o espaço permanece sujo".

A situação piora para a chilena porque mora com a mãe cadeirante e com um filho que teve um problema de saúde há pouco tempo, e não se sente confortável em deixá-los sair à sacada. "Nem meu cachorrinho fica mais aqui fora. No verão o que tem de pernilongo é inimaginável. Tem lagartixas também. E as baratas, então? E até onde eu sei o Mackenzie lava as mãos para o problema. Essa foi a coisa mais errônea que o Mackenzie mandou fazer. Há de haver respeito com os moradores deste edifício".

A sua vizinha de primeiro andar é a pensionista Maria Rodrigues, 75 anos. A idosa diz já ter visto uma pequena "chuva de besouros" certa vez, quando alguns funcionários jogaram um produto químico para matar os insetos que vivem entre o matagal vertical.

"Escreve aí: quero que acabe com esse muro. Não assinei nada para que colocassem isso aí. Tenho crianças em cada que não podem usar a área externa, que é grande, por causa desses matos. Tem barata, lagartixa, muito inseto. Um dia a prefeitura veio e jogou um produto e caiu cada besourão no meu quintal. É algo muito ruim para todos os moradores".

O subsíndico Marcelo Natali também é a favor que o muro seja removido. Ele garante que o jardim vertical causa problemas em dias frios e em tempos mais quentes.

"No verão tem muita incidência de pernilongos e de outros insetos; no inverno, as folhas começam a cair e a sujar os apartamentos de todos os moradores da parte frontal do edifício".

Segundo ele, a prefeitura só vai ao local de quatro em quatro meses, em média. "Por mim isso sairia daí. É bonito quando bem tratado. Mas está horrível".

Em nota, a Universidade Presbiteriana Mackenzie diz que a instituição apenas autorizou a prefeitura a instalar um jardim vertical no edifício Blackford (que pertence à universidade). O Mackenzie afirma ainda que o jardim tem apresentado alguns problemas de manutenção e reclamações quanto a condição das espécie e a incidência de insetos.

Por fim, a instituição afirma que em julho entrou em contato com a prefeitura, que estaria já com um edital de manutenção do local publicado. "O Mackenzie não tem responsabilidade jurídica dessa manutenção, de acordo com o Termo de Cooperação assinado. Devemos cobrar um contrato de SVMA e temos constantemente cobrado esse órgão público para melhorias dessa estrutura vegetada".

Já a Secretaria do Verde e do Meio ambiente informou, também em nota, que está em processo de elaboração o orçamento para contratação de manutenção nos jardins verticais. Ainda afirma que os jardins foram criados pela administração municipal anterior "por considerar que seria relevante ambientalmente".

"O contrato de manutenção tem duração de 36 meses, renováveis por mais 24. Os jardins verticais foram implantados depois de contato com os moradores. Há um Termo de Cooperação celebrado com o responsável pelo edifício citado, que possibilitou sua implantação", finaliza a nota.

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