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Promessa desde 2013, UBS no Jabaquara segue sem prazo para construção

A promessa de 2013 tem no local apenas entulho, mato e uma placa que indica a obra que nunca chegou a começar Por Folhapress De São Paulo

Cobrança antiga de moradores da Vila Guarani, no Jabaquara, zona sul de São Paulo, a UBS (Unidade Básica de Saúde) Vila Guarani recebeu endereço e nome. No entanto, a promessa de 2013 tem no local apenas entulho, mato e uma placa que indica a obra que nunca chegou a começar.

O projeto iniciado ainda na gestão de Fernando Haddad (PT) foi descontinuado em 2016, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde.

Moram no distrito do Jabaquara 223 mil habitantes, atendidos por nove UBSs, espalhadas pela região.

Quem vive na Vila Guarani tem que se deslocar até a unidade mais próxima, na Cidade Vargas, a cerca de 3 km (27 minutos a pé) para buscar atendimento médico. A região também não possui hospitais públicos: o mais próximo, o Hospital Municipal Dr. Arthur Ribeiro de Saboya, fica a 4 km (41 minutos a pé).

"Quando tento marcar consulta para o meu marido tenho que esperar três meses para ser atendida na UBS Milton Santos, pois não tem vaga", diz a aposentada M.C., 67, que conta com o auxílio de transporte público e por aplicativo para levar o marido às consultas.

Segundo dados do Observatório Cidadão da Rede Nossa Paulo, uma pessoa chega a esperar até 123 dias para exames de ultrassonografia geral no Jabaquara, um dos piores índices da capital, ficando atrás apenas dos distritos Tatuapé (128) e Carrão (152), na zona leste.

"O posto [UBS] que vou é o da Cidade Vargas, no Jabaquara, mas demora demais, muita burocracia, os exames demoram mais de dois meses", diz a hair stylist K.K., 33.

"Se tivesse mesmo esse posto aqui seria maravilhoso, seria só subir a rua de casa e não teria que pagar exames no particular", completa.

O projeto de construção da UBS Vila Guarani aparece no Diário Oficial do Município em 20 de outubro de 2015, com valor estipulado em R$ 773 mil pelo Fundo Municipal de Saúde.

Questionada, a Secretaria Municipal de Saúde, da gestão Bruno Covas (PSDB), não respondeu quanto foi gasto no projeto.

Em dezembro de 2015, a Secretaria contratou, com dispensa de licitação, a empresa Tsenge Engenharia S/S para prestação de serviços técnico-profissionais para execução de levantamento topográfico e cadastramento arbóreo, no valor de R$ 10 mil.

Segundo a pasta, o cancelamento da construção da UBS Vila Guarani foi decisão da gestão anterior, Fernando Haddad (PT), e relacionada ao congelamento dos recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do governo federal.

Para atender a demanda da população local, a Coordenadoria Regional de Saúde (CRS) Sudeste, em reunião com o Conselho Gestor local, sugeriu a fusão do projeto da nova unidade com a UBS Cidade Vargas. Ainda não há prazo para início das obras.

 

*Por Vagner Vital, da Folhapress

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A promessa de 2013 tem no local apenas entulho, mato e uma placa que indica a obra que nunca chegou a começar Por Folhapress De São Paulo

Cobrança antiga de moradores da Vila Guarani, no Jabaquara, zona sul de São Paulo, a UBS (Unidade Básica de Saúde) Vila Guarani recebeu endereço e nome. No entanto, a promessa de 2013 tem no local apenas entulho, mato e uma placa que indica a obra que nunca chegou a começar.

O projeto iniciado ainda na gestão de Fernando Haddad (PT) foi descontinuado em 2016, de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde.

Moram no distrito do Jabaquara 223 mil habitantes, atendidos por nove UBSs, espalhadas pela região.

Quem vive na Vila Guarani tem que se deslocar até a unidade mais próxima, na Cidade Vargas, a cerca de 3 km (27 minutos a pé) para buscar atendimento médico. A região também não possui hospitais públicos: o mais próximo, o Hospital Municipal Dr. Arthur Ribeiro de Saboya, fica a 4 km (41 minutos a pé).

"Quando tento marcar consulta para o meu marido tenho que esperar três meses para ser atendida na UBS Milton Santos, pois não tem vaga", diz a aposentada M.C., 67, que conta com o auxílio de transporte público e por aplicativo para levar o marido às consultas.

Segundo dados do Observatório Cidadão da Rede Nossa Paulo, uma pessoa chega a esperar até 123 dias para exames de ultrassonografia geral no Jabaquara, um dos piores índices da capital, ficando atrás apenas dos distritos Tatuapé (128) e Carrão (152), na zona leste.

"O posto [UBS] que vou é o da Cidade Vargas, no Jabaquara, mas demora demais, muita burocracia, os exames demoram mais de dois meses", diz a hair stylist K.K., 33.

"Se tivesse mesmo esse posto aqui seria maravilhoso, seria só subir a rua de casa e não teria que pagar exames no particular", completa.

O projeto de construção da UBS Vila Guarani aparece no Diário Oficial do Município em 20 de outubro de 2015, com valor estipulado em R$ 773 mil pelo Fundo Municipal de Saúde.

Questionada, a Secretaria Municipal de Saúde, da gestão Bruno Covas (PSDB), não respondeu quanto foi gasto no projeto.

Em dezembro de 2015, a Secretaria contratou, com dispensa de licitação, a empresa Tsenge Engenharia S/S para prestação de serviços técnico-profissionais para execução de levantamento topográfico e cadastramento arbóreo, no valor de R$ 10 mil.

Segundo a pasta, o cancelamento da construção da UBS Vila Guarani foi decisão da gestão anterior, Fernando Haddad (PT), e relacionada ao congelamento dos recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) do governo federal.

Para atender a demanda da população local, a Coordenadoria Regional de Saúde (CRS) Sudeste, em reunião com o Conselho Gestor local, sugeriu a fusão do projeto da nova unidade com a UBS Cidade Vargas. Ainda não há prazo para início das obras.

 

*Por Vagner Vital, da Folhapress

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