últimas notícias

Acervo

Arthur do Val faz o contrário do que disse à Gazeta

Os fatos da cidade de São Paulo na visão do jornalista Bruno Hoffmann Por Bruno Hoffmann De São Paulo

“Cruzo todos os dias aqui com parlamentares de esquerda, todos os dias, e a gente não sai no tapa, não sai se xingando”. A afirmação foi dada pelo deputado estadual Arthur do Val (sem partido) a este colunista em entrevista publicada pela Gazeta em 30 de novembro. Na mesma entrevista fez mea culpa por ter chamado colegas de “vagabundos” em junho: “Errei com as palavras, não deveria ter falado aquilo”. Cinco dias depois, porém, o deputado foi pivô de uma quase pancadaria na Assembleia Legislativa de São Paulo após chamar sindicalistas contra a reforma da previdência de “vagabundos” por 10 vezes. Segundo a comissão de ética da Casa, a reincidência do deputado poderá lhe causar advertência, afastamento ou até cassação.

Ameças e mordida.
O deputado estadual Teonilio Barba (PT) foi o primeiro a subir ao plenário para tirar satisfação com Arthur do Val. A confusão generalizada teve direito a empurra-empurra, punhos cerrados estilo Street Fighter e e até mordidas de Luiz Fernando (PT) em Heni Ozi Cukier (Novo). O deputado do Novo usou as redes sociais para mostrar as marcas dos dentes do petista em seu ombro. “Democracia se faz no diálogo, não no soco e na gritaria”, se lamentou. Teonilio Barba anunciou que vai pedir a cassação de Arthur do Val. “É inaceitável o comportamento dele de chamar os servidores de vagabundos”, disse o petista. “Eu não encostei em ninguém”, se justificou Arthur do Val.

Sessão da tarde.
Durante a CPMI das Fake News, em Brasília, o deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP) fez graça com a confusão ocorrida na Alesp minutos antes: “Se vocês acham que aqui está quente, lá na Alesp saiu uma pancadaria de soco. O pau comeu lá violentamente. Aqui [em comparação à Alesp] está a Sessão da Tarde”. Ele também levou um bolo à sessão, para “comemorar” um ano da revelação do caso Queiroz.

Mais dinheiro.
Mesmo anunciando que está com dinheiro em caixa para tocar as principais obras da cidade, a Prefeitura de São Paulo, gestão Bruno Covas (PSDB), pediu autorização para a Câmara para contratar um empréstimo de R$ 1,2 bilhão. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa aprovou o empréstimo. Três vereadores votaram contra: Caio Miranda Carneiro (PSB), Celso Jatene (PL) e Reis (PT). “Com dinheiro em caixa, a prefeitura envia um projeto para pegar mais dinheiro emprestado. Por isso, não podemos concordar com a iniciativa”, afirmou Reis.

Baile funk.
O deputado estadual Douglas Garcia (PSL) lamentou as mortes, mas disse que a Polícia Militar foi criticada injustamente após a ação que tirou a vida de nove jovens em Paraisópolis. Ele mostrou a foto de um PM que teve o braço quebrado ao tentar evitar um baile em São Vicente, no litoral paulista, e aproveitou para criticar o funk: “Virou expressão artística se comportar como se fosse um selvagem?”, perguntou o parlamentar.

“A letalidade não foi provocada pela PM, e sim por bandidos que invadiram a área”
Declaração de João Doria após ação da PM que deixou 9 mortos em Paraisópolis; dias depois voltou atrás e orientou a polícia a rever protocolos.

Tops da Gazeta

Arthur do Val faz o contrário do que disse à GazetaArthur do Val faz o contrário do que disse à Gazeta
últimas notícias

Acervo

Arthur do Val faz o contrário do que disse à Gazeta

Os fatos da cidade de São Paulo na visão do jornalista Bruno Hoffmann Por Bruno Hoffmann De São Paulo

“Cruzo todos os dias aqui com parlamentares de esquerda, todos os dias, e a gente não sai no tapa, não sai se xingando”. A afirmação foi dada pelo deputado estadual Arthur do Val (sem partido) a este colunista em entrevista publicada pela Gazeta em 30 de novembro. Na mesma entrevista fez mea culpa por ter chamado colegas de “vagabundos” em junho: “Errei com as palavras, não deveria ter falado aquilo”. Cinco dias depois, porém, o deputado foi pivô de uma quase pancadaria na Assembleia Legislativa de São Paulo após chamar sindicalistas contra a reforma da previdência de “vagabundos” por 10 vezes. Segundo a comissão de ética da Casa, a reincidência do deputado poderá lhe causar advertência, afastamento ou até cassação.

Ameças e mordida.
O deputado estadual Teonilio Barba (PT) foi o primeiro a subir ao plenário para tirar satisfação com Arthur do Val. A confusão generalizada teve direito a empurra-empurra, punhos cerrados estilo Street Fighter e e até mordidas de Luiz Fernando (PT) em Heni Ozi Cukier (Novo). O deputado do Novo usou as redes sociais para mostrar as marcas dos dentes do petista em seu ombro. “Democracia se faz no diálogo, não no soco e na gritaria”, se lamentou. Teonilio Barba anunciou que vai pedir a cassação de Arthur do Val. “É inaceitável o comportamento dele de chamar os servidores de vagabundos”, disse o petista. “Eu não encostei em ninguém”, se justificou Arthur do Val.

Sessão da tarde.
Durante a CPMI das Fake News, em Brasília, o deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP) fez graça com a confusão ocorrida na Alesp minutos antes: “Se vocês acham que aqui está quente, lá na Alesp saiu uma pancadaria de soco. O pau comeu lá violentamente. Aqui [em comparação à Alesp] está a Sessão da Tarde”. Ele também levou um bolo à sessão, para “comemorar” um ano da revelação do caso Queiroz.

Mais dinheiro.
Mesmo anunciando que está com dinheiro em caixa para tocar as principais obras da cidade, a Prefeitura de São Paulo, gestão Bruno Covas (PSDB), pediu autorização para a Câmara para contratar um empréstimo de R$ 1,2 bilhão. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa aprovou o empréstimo. Três vereadores votaram contra: Caio Miranda Carneiro (PSB), Celso Jatene (PL) e Reis (PT). “Com dinheiro em caixa, a prefeitura envia um projeto para pegar mais dinheiro emprestado. Por isso, não podemos concordar com a iniciativa”, afirmou Reis.

Baile funk.
O deputado estadual Douglas Garcia (PSL) lamentou as mortes, mas disse que a Polícia Militar foi criticada injustamente após a ação que tirou a vida de nove jovens em Paraisópolis. Ele mostrou a foto de um PM que teve o braço quebrado ao tentar evitar um baile em São Vicente, no litoral paulista, e aproveitou para criticar o funk: “Virou expressão artística se comportar como se fosse um selvagem?”, perguntou o parlamentar.

“A letalidade não foi provocada pela PM, e sim por bandidos que invadiram a área”
Declaração de João Doria após ação da PM que deixou 9 mortos em Paraisópolis; dias depois voltou atrás e orientou a polícia a rever protocolos.

Tops da Gazeta