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Prisão de Vorcaro ocorreu poucas horas após o anúncio da venda do Banco Master para um consórcio liderado pelo grupo de investimentos Fictor Holding Financeira
28/11/2025 às 23:59
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Polícia Federal deflagrou, na última semana, a Operação Compliance Zero, que resultou na prisão de Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master | Marcelo Casal Jr./Agência Brasil
Polícia Federal deflagrou, na última semana, a Operação Compliance Zero, que resultou na prisão de Daniel Vorcaro, presidente do Banco Master, além de outros seis executivos da instituição.
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Eles são investigados por suposta fraude em papéis vendidos ao Banco de Brasília (BRB) e pela possível comercialização de títulos de crédito considerados falsos.
A prisão de Vorcaro ocorreu poucas horas após o anúncio da venda do Banco Master para um consórcio liderado pelo grupo de investimentos Fictor Holding Financeira.
O episódio também aconteceu pouco mais de um mês após o Banco Central ter rejeitado a proposta de aquisição do Master pelo BRB. Na terça-feira, o Banco Central publicou comunicado decretando a liquidação extrajudicial do Banco Master e determinando a indisponibilidade total dos bens dos controladores e ex-administradores da instituição.
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A defesa dos presos entrou com recurso, mas, na quinta-feira (20/11), a desembargadora Solange Salgado, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), negou o pedido de liminar, mantendo todos em custódio.
O Banco Master já era monitorado por autoridades policiais e, nos últimos anos, esteve envolvido em investigações relacionadas ao escândalo dos empréstimos consignados do INSS.
Vorcaro também é conhecido por manter relações com setores políticos e com igrejas neopentecostais, seu meio de origem. Entre esses vínculos está sua ligação familiar, por meio do cunhado Fabiano Zettel, pastor da Igreja Bola de Neve.
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Articulistas apontam que Zettel foi doador da campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro, e há análises que levantam a hipótese, ainda sem comprovação pública, de que o Banco Master poderia ter sido usado como canal de financiamento político.
Ele também teria relações com lideranças da Igreja Lagoinha e, segundo alguns analistas, esses laços chegariam ao governo de São Paulo.
Caso firme acordo de colaboração com o Ministério Público Federal, Vorcaro pode desempenhar um papel semelhante ao do tenente-coronel Mauro Cid, trazendo possíveis revelações sobre a relação entre mercado financeiro, política, lideranças religiosas e financiamento de campanhas.
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O caso adiciona mais um elemento de incerteza ao cenário político e financeiro e levanta preocupações sobre eventuais prejuízos que podem recair sobre correntistas, contribuintes e o sistema bancário.
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