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Pauta da semana
Por Nely Rossany
O boletim ainda aponta que Taboão da Serra tem 2.730 casos positivos de coronavírus
O boletim ainda aponta que Taboão da Serra tem 2.730 casos positivos de coronavírus

À espera da segunda onda

Esperar campanha eleitoral, primeiro ou segundo turno, é aguardar a situação novamente sair do controle e mais vida serem perdidas

Não, a pandemia não acabou. E estão chegando as festas de fim de ano e infelizmente não teremos muito o que comemorar, e talvez festejar não seja a melhor opção, já que reunir a família é um risco considerável de contaminação pela Covid-19.

Há mais de uma semana, a Grande São Paulo vem apresentando alta no número de internações pelo novo coronavírus, atingindo na última segunda-feira (23) o patamar de 45,16 novas internações para cada 100 mil habitantes. Este dado, de acordo com parâmetros do Plano São Paulo, o plano de ações do governo do Estado para abertura das atividades econômicas e sociais durante a pandemia da doença, corresponderia à fase laranja de flexibilização da quarentena. Porém, permanecemos no nível verde.

Em tese, deveríamos então retroceder na flexibilização, fechando comércios não-essenciais e barrando aglomerações em bares, shoppings, praias e tudo mais. Medida essa que, se tomada, gerará total insatisfação ao comércio que já sofreu milionárias perdas durante os meses de quarentena mais severa e significaria perda de votos para os políticos que estão em plena campanha nas cidades onde têm segundo turno, incluindo a Capital.

Triste constatar que o medo de fechar o comércio hoje está maior do que o de perder um familiar para o coronavírus. Por parte dos governantes há o temor da opinião pública, e há também o receio da economia desandar de vez. Por parte da população, há um sentimento de “saco-cheio”, de exaustão, misturado com a falsa impressão de que todo mundo que está ao redor já teve a doença, e não pegaria mais. Ledo engano, já que muitas pessoas estão apresentando mais de uma vez diagnóstico positivo para o coronavírus.

É de responsabilidade do poder público alertar a população de que os casos e internações estão em uma crescente e tomar medidas mais drásticas de controle para salvar vidas. Mesmo com todo o esforço científico, ainda não temos a certeza de qual e quando a vacina será aplicada, então os cuidados têm que ser redobrados, mesmo ninguém aguentando mais. A ciência e a medicina precisa ser sempre o norte.

Esperar campanha eleitoral, primeiro ou segundo turno, é aguardar a situação novamente sair do controle e mais vida serem perdidas. Atitudes irresponsáveis dos governantes têm consequências graves na vida da população.

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