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Nilson Regalado

Alface
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Foto: Valphoto

Fazenda do futuro será na cidade e colherá 100 vezes mais

As notícias do campo por Nilson Regalado

Uma importante solução urbanística para áreas degradadas começa a florescer com ajuda da tecnologia em metrópoles da América do Norte, da Europa e da Ásia. E essa revolução conta com o aval do homem mais rico do mundo, Jeff Bezos, que tem investido parte de seu capital no negócio. Cem vezes mais produtivas que as fazendas tradicionais, as fazendas verticais praticam a chamada agricultura 4.0 e representam o futuro da produção de alimentos. E as plantas sequer veem a luz do dia...

As fazendas urbanas têm ocupado velhos galpões até então desprezados em San Francisco, Detroit e Paris. Em São Paulo, há uma delas junto à Marginal Tietê. Mas o “plantio” poderia ser feito até em contêineres. Consultores projetam que até 2025 a agricultura indoor crescerá a uma taxa anual de 21,3%.

Longe da terra, as “fábricas de alimentos” produzem frutas, legumes e verduras sustentáveis e de qualidade. As plantas crescem na água, em ambientes automatizados onde é possível controlar umidade, ventilação e temperatura. Isso permite que o vegetal cresça saudável, independente do clima e da época do ano.

As plantas são alojadas em estruturas com vários andares, como em um edifício, e são estimuladas por lâmpadas de led rosadas com ondas no comprimento exato para agilizar o crescimento. É a fotossíntese hightech!

A manipulação do ambiente garante total rigor na higiene. Isso elimina o risco de contaminação e dispensa o uso de agrotóxicos. Ou seja, são plantas 100% orgânicas e que exigem apenas 5% da água usada na agricultura tradicional.

Outra vantagem é a proximidade com os consumidores, o que reduz custos com transporte e diminui a emissão de gases causadores do aquecimento global. Sem desperdícios no caminho entre o campo e o varejo, os alimentos chegam mais frescos e mais saborosos ao consumidor.

Os pássaros, as abelhas...
Os pássaros e insetos da Amazônia estão criando um “incidente diplomático” envolvendo Brasil, Colômbia e Peru. Levadas pelas aves, sementes de maracujás nativos do Brasil têm invadido os pomares do Peru. Simultaneamente, abelhas têm disseminado o pólen de espécies colombianas entre as plantações de maracujá peruanas.

...e o incidente diplomático.
E esse cruzamento genético indesejado pode levar à extinção do maracujá crioulo do Peru, considerado o mais doce do mundo, com grau de doçura (brix) de até 15%. A “invasão” reduziu drasticamente a exportação da fruta, muito apreciada na Europa e no Japão..

Filosofia do campo:
"Los caballos negros son. Las herraduras son negras. Sobre las capas relucen manchas de tinta y de cera/El viento, vuelve desnudo la esquina de la sorpresa/La Virgen y San José perdieron sus castañuelas, y buscan a los gitanos/Los sables cortan las brisas que los cascos atropellan… Pero la Guardia Civil avanza". Federico García Lorca (1898-1936), poeta espanhol.

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