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Tangerina
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No auge da safra, laranja e tangerina estão mais baratas

As notícias do campo por Nilson Regalado

Saborosas e saudáveis, 34 variedades de frutas cítricas estão em plena colheita agora em junho no interior de São Paulo e no sul de Minas Gerais. Portanto, pelas próximas semanas o consumidor terá à disposição toda essa diversidade de aromas e texturas com preços mais acessíveis que no resto do ano.

As líderes no gosto popular são a tangerina Ponkan e as laranjas Pera e Baía. Mas, este período também é de fartura nos pomares das tangerinas cravo, Freemont e Dekopon (sem caroço). Também há muito tangor Murcott, fruta tradicional na mesa dos brasileiros há décadas e derivada do cruzamento entre laranjas e tangerinas.

Com baixa acidez, as laranjas lima, piralima e lima Sorocaba estão em plena produção, assim como a champanhe, que tem um perfume inconfundível e polpa com coloração idêntica à da bebida francesa, perfeita para consumo in natura e em coquetéis. Também é tempo de lima da Pérsia e dos limões sicialiano e Tahiti.

Para quem não conhece, é hora de experimentar laranjas exóticas, como a Hamlin, a Barão, a Westin, a Rubi, a Pineapple, a Seleta do Rio, a Sanguínea de Mombuca e as de umbigo Navelina, Baía Cabula e Baianinha. Também é época de outros citros como a Kinkan e os pomelos.

O Brasil é o maior produtor mundial de laranja e de suco industrializado da fruta. Entre as limas e limões o País ocupa o quinto lugar no ranking e, entre as tangerinas, o sexto. Nesta safra, a produção estimada é de 387 milhões de caixas de 40,8 quilos, a serem colhidas nos pomares paulistas e mineiros.

Arroz que falta aqui...
Enquanto analistas projetam que o Brasil terá em 2020 o menor estoque de arroz dos últimos 35 anos, exportadores comemoram recordes seguidos na exportação do grão. Só em abril, foram embarcadas 146,5 mil toneladas, 75,6% a mais que em março. Esse volume foi turbinado pela desvalorização do real frente ao dólar.

...alimenta "comunistas".
Os principais destinos do arroz brasileiro foram as “comunistas” Venezuela e Cuba, além do Peru. Somando março e abril, os dois primeiros meses da safra 2020, o Brasil exportou 230 mil toneladas de arroz em casca, segundo a Secretaria de Comércio Exterior. Porém, no mesmo período, chegaram aos portos brasileiros 188 mil toneladas de arroz compradas no exterior por empresas brasileiras (?!).

O mar!
A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) acaba de lançar a versão em português de ‘Cultura oceânica para todos’. A ideia é que o kit pedagógico on-line auxilie na conscientização sobre o uso sustentável do oceano e de seus recursos, uma das metas para a Década do Oceano, que a ONU proclamou para os anos de 2021 a 2030.

Filosofia do campo:
"Ó mar, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal. Por te cruzarmos, quantas mães choraram, quantos filhos em vão rezaram, quantas noivas ficaram por casar…". Fernando Pessoa (1888-1935), escritor português.

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