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Nilson Regalado

Santos e São Vicente têm o etanol mais caro do Estado

E essa carestia é puxada por postos de combustíveis às margens de avenidas e rodovias que dão acesso ao Planalto

Santos e São Vicente fecharam 2019 com três entre os cinco etanóis mais caros do Estado, conforme pesquisa concluída pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) em 28 de dezembro. E essa carestia é puxada por postos de combustíveis às margens de avenidas e rodovias que dão acesso ao Planalto.

Em Santos, os campeões do preço alto no biocombustível são estabelecimentos localizados na Rua Cristiano Ottoni, no Valongo, e na Via Anchieta, no Jardim Piratininga. Nos dois casos, a ANP apurou que o litro chegou a custar R$ 3,469 próximo ao Natal.

Em São Vicente, o motorista vai pagar mais caro pelo etanol caso decida abastecer às margens da rodovia Padre Manoel da Nobrega, no Distrito de Samaritá. Nesse estabelecimento, o litro custava R$ 3,449 próximo à virada do ano.

Só outros dois postos em todo o Estado praticaram valores tão altos em dezembro: um em Itapetininga e outro em Taboão da Serra.

Só para se ter uma ideia do que isto significa, a ANP apurou que o preço médio do litro de etanol no Estado foi de R$ 2,941 nos 6.649 postos pesquisados em dezembro. Ou seja, a diferença entre o preço médio do Estado e o valor cobrado por esses campeões em carestia beirou os R$ 0,50 por litro, algo próximo a 17% mais caro.

Apesar de não registrarem picos tão elevados nos preços, todas as demais cidades da Baixada Santista e do litoral norte pesquisadas também tiveram etanol acima da média estadual.

No litoral norte, o consumidor pagou, em média, R$ 3,298 pelo litro do biocombustível em Caraguatatuba. Em Ubatuba: R$ 3,247.

Na Baixada, Cubatão teve a média mais cara, com R$ 3,265 nos cinco postos pesquisados, seguido de Guarujá, com R$ 3,118. Em direção ao Litoral Sul, o consumidor pagou, em média, R$ 3,039 em Praia Grande e R$ 3,091 em Itanhaém. A pesquisa não é feita em Bertioga, Mongaguá, Peruíbe e São Sebastião.

FAO revela oportunidade...
A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) expressou otimismo no final do ano em relação ao crescimento na produção de peixes em cativeiro em países africanos com milhões de pessoas em risco alimentar, como Gana, Quênia, Nigéria, Uganda e Zâmbia.

...de negócio contra fome.
O gargalo, porém, é a escassez de ração para peixes. A FAO enxerga essa carência como uma oportunidade para investidores, especialmente em países que já concordaram em subsidiar a energia e reduzir tributos sobre equipamentos.

Importante registrar!
Segundo o WWF, desde 1970 as populações globais de espécies marinhas diminuíram pela metade, com algumas mais importantes para alimentação humana sofrendo declínios ainda maiores. Existem mais de 400 espécies ameaçadas de extinção no mar, todas ligadas ao consumo humano.

Filosofia do campo:
"...ó Deus salve o oratório onde mora o cálix bento e a hóstia consagrada, ai, ai... da flor nasceu Maria, e de Maria o Salvador, oia, meu Deus...". Milton Nascimento, compositor mineiro, in Cálix Bento.

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