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Peça 'Alices' usa realismo fantástico para debater feminicídio

Espetáculo tem texto de Jarbas Capusso Filho, direção de Joana Dória e atuação de Fábia Mirassos e Nicole Cordery

Mari Ribeiro

10/11/2025 às 23:30

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Ingressos para 'Alices' custam a partir de R$ 15

Ingressos para 'Alices' custam a partir de R$ 15 | João Caldas/Divulgação

O Brasil registrou 1,5 mil casos de feminicídio, só em 2024, levantados pelo Laboratório de Estudos de Feminicídios (LESFEM).

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Como uma resposta a esses elevados índices, a peça inédita "Alices" nasce para alertar sobre o tema e a necessidade de criação de políticas públicas contra a violência de gênero.

Como uma resposta aos elevados índices de feminicídio no Brasil, a peça inédita Alices nasce para alertar sobre o tema e a necessidade de criação de políticas públicas contra a violência de gênero.
Como uma resposta aos elevados índices de feminicídio no Brasil, a peça inédita Alices nasce para alertar sobre o tema e a necessidade de criação de políticas públicas contra a violência de gênero.
Com uma atmosfera onírica, a peça acompanha o diálogo entre duas mulheres desconhecidas, ambas chamadas Alice, em um lugar indefinido e à espera de não se sabe quem.
Com uma atmosfera onírica, a peça acompanha o diálogo entre duas mulheres desconhecidas, ambas chamadas Alice, em um lugar indefinido e à espera de não se sabe quem.
Espetáculo, com dramaturgia de Jarbas Capusso Filho, direção de Joana Dória e atuação de Nicole Cordery e Fábia Mirassos, estreia na quinta-feira (13/11) no Sesc Pinheiros, em São Paulo.
Espetáculo, com dramaturgia de Jarbas Capusso Filho, direção de Joana Dória e atuação de Nicole Cordery e Fábia Mirassos, estreia na quinta-feira (13/11) no Sesc Pinheiros, em São Paulo.
Ao público, recomenda Jarbas Capusso Filho, cabe olhar para essas situações apresentadas pelas personagens e julgá-las com um olhar crítico.
Ao público, recomenda Jarbas Capusso Filho, cabe olhar para essas situações apresentadas pelas personagens e julgá-las com um olhar crítico.
Para Joana Dória, a dramaturgia leva em conta histórias e dados reais, mas propõe uma construção ficcional que busca a conexão com o público e introduz o tema aos poucos. Fotos: João Caldas
Para Joana Dória, a dramaturgia leva em conta histórias e dados reais, mas propõe uma construção ficcional que busca a conexão com o público e introduz o tema aos poucos. Fotos: João Caldas

O espetáculo, com dramaturgia de Jarbas Capusso Filho, direção de Joana Dória e atuação de Nicole Cordery e Fábia Mirassos, estreia nesta quinta-feira (13/11) no Sesc Pinheiros, em São Paulo.

O espetáculo terá sessões de quinta a sábado, sempre às 20h30, até o dia 13 de dezembro.

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Com uma atmosfera onírica, a peça acompanha o diálogo entre duas mulheres desconhecidas, ambas chamadas Alice, em um lugar indefinido e à espera de não se sabe quem. Aos poucos, elas revelam suas histórias e o que as duas têm em comum para além do nome. 

Ao público, recomenda Jarbas Capusso Filho, cabe olhar para essas situações apresentadas pelas personagens e julgá-las com um olhar crítico.

"Pretendo com isso que o público questione a realidade social e as injustiças. Com o realismo fantástico, pretendo alcançar uma narração de eventos sociais para provocar a crítica e a análise dialética, não apenas na identificação emocional.

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Penso que o feminicídio e a violência de gênero pedem uma análise crítica com distanciamento passional, o que não interdita a emoção, mas a traz com pensamento crítico", comenta o autor.

Dramaturgia e encenação

Para a diretora Joana Dória, a dramaturgia "leva em conta histórias e dados reais, mas propõe uma construção ficcional que busca a conexão com o público e introduz o tema aos poucos. A atuação de Fábia Mirassos e Nicole Cordery é, junto ao texto, o centro do trabalho e nos conduz pelos diversos tons que a dramaturgia articula: absurdo, humor, densidade emocional, distanciamento crítico".

A encenação, de acordo com a diretora, cria esse "não-lugar" proposto pelo texto como uma instalação cênica.

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"Essa instalação procura ao mesmo tempo denunciar a presença indigesta e cotidiana do feminicídio na sociedade brasileira, informar e conscientizar o público sobre a questão, valorizar ações de luta e criações artísticas de resistência e também, de algum modo, honrar a memória de tantas mulheres que perdemos para o feminicídio em 2025 no Brasil. São referências diretas e citadas por nós os trabalhos da artista cubana-americana Ana Mendieta, da artista mexicana Elina Chauvet e da artista brasileira Rosana Pauli", acrescenta ela.

Força do espetáculo

Para a atriz Nicole Cordery, a amizade feminina e o acolhimento entre mulheres é um dos temas centrais da peça.

"As duas Alices se conhecem nessa espécie de limbo e se escutam com muito respeito e atenção. E a cura passa por esse acolhimento. Numa sociedade que ensinou as mulheres que elas deveriam se calar e se sujeitar à violência masculina, nossa peça vem demonstrar o oposto. Precisamos falar e nos acolher, umas às outras, sem qualquer julgamento", opina ela.

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Já para a atriz Fábia Misassos, a força do espetáculo está na forma como a história é contada. "Embora esse assunto nos amedronte cada vez mais, o trabalho tem uma abordagem sutil, com humor, leveza e força, em uma narrativa que não é convencional ou panfletária.

Além disso, a direção da Joana traz uma abordagem muito sensível, com foco em momentos quase cinematográficos, nos quais o silêncio possui grande significado", revela.

Serviço

"Alices", de Jarbas Capusso Filho, com direção de Joana Dória 

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Quando? De 13 de novembro a 13 dezembro deste ano; sessões de quinta-feira a sábado, às 20h30

Nos feriados dos dias 15/11 e 20/11, a sessão será às 18h e, no dia 28/11, haverá apresentação às 16h e às 20h30

Onde? Sesc Pinheiros - Auditório - rua Paes Leme, 195, Pinheiros

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Quanto? R$ 15 (Credencial Plena), R$ 25 (meia-entrada) e R$ 50 (inteira)

Classificação: 14 anos

Duração: 60 minutos

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