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Equipes se unem para barrar dinheiro de prêmio para Force India após crise

As regras da categoria apontam que um time perde o direito de receber sua fatia quando entra em processo de administração, como é o caso da Force India desde a última sexta-feira (27) Por Folhapress

A Force India levou mais um golpe dentro de sua atual crise financeira com a negativa das rivais de revogarem uma regra que tira o direito da equipe receber sua parte de verba vinda dos direitos comerciais da F-1.

As regras da categoria apontam que um time perde o direito de receber sua fatia quando entra em processo de administração, como é o caso da Force India desde a última sexta-feira. Neste processo, o time passa a ser gerado por pessoas nomeadas pelo governo - no caso, o Reino Unido - para garantir o pagamento aos funcionários e demais credores.

O processo foi aberto por uma empresa ligada ao piloto Sergio Perez. O mexicano busca reaver 4 milhões de dólares que lhe são devidos, e teve o apoio da Mercedes, que cobra 10 milhões pelo fornecimento de motores, e da patrocinadora BWT, além de outros fornecedores menores.

Isso visa garantir a continuidade das operações da equipe até que seja concluída sua venda, uma vez que há pelo menos cinco interessados em investir no time, que nos últimos anos ficou conhecido pela eficiência, conquistando dois quartos lugares no Mundial de Construtores mesmo com orçamento inferior aos rivais diretos.

A fim de tentar tornar o time ainda mais atraente para novos investidores, a dona dos direitos comerciais da F-1, a Liberty Media, tentou uma manobra para revogar a regra que tirava da Force India o direito de receber sua premiação, que é ligada à posição que o time conquista no Mundial de Construtores.

Isso só seria possível se todas as equipes concordassem. Porém, McLaren, Renault e Williams não assinaram o pedido. Estes times são diretamente interessados, uma vez que, sem a Force India, o dinheiro que seria destinado ao time terá de ser distribuído entre os demais.

A quantia depende da posição da Force India no mundial, mas a julgar pelos resultados do time nos últimos anos, ficaria entre 60 e 70 milhões de dólares.

Outras equipes que também disputam com a Force India - Toro Rosso, Sauber e Haas - assinaram o documento seguindo instruções de Red Bull (dona da Toro Rosso) e Ferrari (que fornece motores às outras duas).

A Williams também recebeu instrução semelhante da Mercedes, mas resolveu ir contra seu fornecedor. Afinal, um dos investidores interessados na Force India é Laurence Stroll, pai de Lance, que levaria para a rival justamente o dinheiro que hoje coloca na Williams. Já Renault e McLaren são independentes.

Depois de 12 etapas disputadas, a F-1 agora faz sua tradicional pausa de agosto, no verão europeu, e volta com o GP da Bélgica dia 26 de agosto. Até lá, é improvável que a situação da Force India tenha se resolvido.

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