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Sexta, 07 Dezembro 2018 15:09

Sindicato quer mais uma substituição no futebol em caso de concussão

Ex-jogador e professor da Universidade de Amsterdam, na Holanda, Vincent Gouttebarge reúne documentação para que o futebol tenha norma semelhante a do rúgbi nas trocas de atletas
Pela ideia de Goutterbarge, o time teria direito a mais uma mudança caso um jogador seja diagnosticado com concussão Pela ideia de Goutterbarge, o time teria direito a mais uma mudança caso um jogador seja diagnosticado com concussão Divulgação
Por Folhapress
De São Paulo

O chefe do departamento médico da FIFPro (Federação Internacional dos Jogadores Profissionais de Futebol) quer que a International Board mude as regras das substituições no futebol.

Ex-jogador e professor da Universidade de Amsterdam, na Holanda, Vincent Gouttebarge reúne documentação para que o futebol tenha norma semelhante a do rúgbi nas trocas de atletas. Se um jogador tiver sinais de concussão, ele poderá ser substituído. Mesmo que a equipe já tenha feito as três alterações permitidas.

"Se o jogador tiver um choque de cabeça em campo, a equipe médica tem três minutos para avaliar se ele tem de deixar a partida ou não. É pouco. O protocolo médico diz que são necessários dez minutos para determinar se houve a concussão. Por isso é preciso mudar as leis do jogo", defende Gouttebarge.

O FIFPro é um sindicato mundial de jogadores e trabalha com a Fifa sobre a possibilidade de aumentar o tempo que os médicos têm para examinar o jogador em campo.

Pela ideia de Goutterbarge, que pretende levá-la à Internacional Board, entidade que regulamenta as regras do futebol, o time teria direito a mais uma mudança caso um jogador seja diagnosticado com concussão, caso já tivessem ocorrido as três alterações regulamentares.

A International Board afirma não ter recebido nenhuma proposta a respeito do assunto, por enquanto.

"Não há outra maneira de tornar isso viável se não for pela mudança da regra. Existe um movimento mundial para que os jogadores que tenham choques de cabeça durante a partida recebem maior atenção", completa o médico.

Especialistas pressionam as autoridades do futebol na Europa para que seja comissionado um grupo de estudos independente para avaliar o efeito que as bolas atuais exercem no cérebro, se cabeceadas repetidas vezes.

No Reino Unido, a PFA (sigla para Associação de Jogadores Profissionais, em inglês) causou escândalo ao cortar as verbas destinadas às pesquisas sobre o assunto.

"Acho que eles [dirigentes] têm medo do que podem descobrir se for feito um estudo sério. Esta é a única explicação", afirma Dawn Astle, filha do ex-centroavante inglês Jeff Astle, integrante da seleção do país campeã do mundo em 1966.

Jeff Astle morreu em 2002, aos 59 anos, de demência. Dawn criou a Fundação com o nome do pai para pressionar as autoridades do continente por mais recursos para pesquisas.

A família Astle doou o cérebro dele para a Universidade de Glasgow. Estudos mostraram que o atacante tinha Encefalopatia Crônica Traumática, doença comum em quem tem repetidas concussões ou sofre vários choques com a cabeça.

Análise do cérebro de Bellini, capitão da seleção brasileira no título mundial de 1958, mostrou que ele morreu também com a doença.

O pedido da FIFPro não é o primeiro do tipo. Médicos de times europeus já haviam feito solicitações semelhantes, mas de maneira informal.

Pelo protocolo da International Board, o assunto precisa ser debatido pelos seus integrantes, colocado para aprovação, feito testes em ligas de categorias de base ou campeonatos nacionais periféricos do futebol mundial.

Em caso de sinalização positiva dos integrantes, o assunto é debatido novamente, com a participação da Fifa, e depois liberado para uso. Foi esse o processo até a introdução do árbitro de vídeo no esporte.

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