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Sexta, 12 Abril 2019 14:25

Andrés minimiza ameaça de W.O. e afirma que Corinthians não jogará se ônibus for atacado

O presidente corintiano reforçou a posição institucional e, apesar de se mostrar mais flexível, minimizou qualquer preocupação com possíveis consequências caso o time alvinegro não entre em campo
O presidente, seja como for, disse não se importar com as possíveis consequências de não entrar em campo O presidente, seja como for, disse não se importar com as possíveis consequências de não entrar em campo Daniel Augusto/Ag. Corinthians
Por Folhapress
De São Paulo

Um dia após o Corinthians ameaçar não entrar em campo caso tenha o ônibus atacado na ida ao estádio do Morumbi, para a final do Campeonato Paulista, contra o São Paulo, Andrés Sanchez resolveu falar sobre o assunto, na manhã desta sexta-feira (12).

O presidente corintiano reforçou a posição institucional e, apesar de se mostrar mais flexível, minimizou qualquer preocupação com possíveis consequências caso o time alvinegro não entre em campo.

"Estou avisando antes: se quebrarem um vidro do ônibus no domingo [14], não vamos jogar. Se jogarem uma pedra e amassar, aí vamos ver, também não somos tão radicais. Mas se quebrar um vidro, o Corinthians não entra em campo", esclareceu Andrés, dando certa margem para interpretação caso haja de fato uma recepção hostil antes do clássico.

O presidente, seja como for, disse não se importar com as possíveis consequências de não entrar em campo.

"Pode dar W.O. Isso tem que acabar", disse.

A posição do presidente é relativamente mais flexível do que o ofício enviado na quinta (11) ao São Paulo, à Polícia Militar, ao promotor de Justiça Paulo Castilho e à FPF (Federação Paulista de Futebol). No documento, o Corinthians avisava que não jogaria a final caso tivesse o ônibus atacado -não havia a especificação de janelas quebradas ou não.

Após o assunto surgir, o presidente do TJD-SP (Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo), Antonio Olim, disse ao UOL Esporte que "a consequência de não jogar seria o W.O." e se mostrou descrente de que o time alvinegro leve a cabo as ameaças caso realmente haja um ataque ao ônibus. "O Corinthians não vai querer ir com uma derrota para o próximo jogo, não acredito que aconteça isso. Se acontecer isso, vão ser presos [quem atirou a pedra]", afirmou.

Houve violência na última visita do Corinthians ao São Paulo, em julho de 2018. Na ocasião, a escolta da PM atrasou mais de 30 minutos e resultou em discussão entre seguranças do clube e policiais. Era uma estratégia para encontrar menos são-paulinos no portão principal do Morumbi, mas o método falhou: ainda havia muitos torcedores no local, e alguns atacaram objetos no ônibus, que teve uma janela quebrada.

O problema não é recente. Já em 2009, há dez anos, Ronaldo Fenômeno e companhia fizeram uma espécie de pacto após o ônibus corintiano ser atacado na chegada ao estádio tricolor. Era semifinal do Paulista, e o atacante fez discurso inflamado tendo o episódio como gancho. Em campo, deu Corinthians por 2 a 0.

Se tudo correr bem, São Paulo e Corinthians dão início à disputa pelo título estadual às 16h do domingo. O jogo de volta, na Arena, está marcado para o mesmo horário do domingo seguinte (21). Em caso de empate no placar agregado, a taça será decidida nos pênaltis.

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