Edição de Hoje capa
Edições Anteriores
 
Sexta, 10 Mai 2019 14:39

Autódromo de Interlagos já recebeu investimento público de R$ 880 milhões

O levantamento considera apenas os valores que foram direcionados para obras realizadas no local para atender a exigências da FIA e da FOM para manter no autódromo as provas da F1
Interlagos é o autódromo oficial do GP do Brasil de F1 desde 1990 Interlagos é o autódromo oficial do GP do Brasil de F1 desde 1990 Pirelli/Fotos Públicas
Por Folhapress
De São Paulo

Sob risco de perder o status de casa da F-1 no Brasil para o Rio de Janeiro, o autódromo de Interlagos recebeu investimento público de ao menos R$ 880 milhões (em valores corrigidos pela inflação) ao longo dos últimos 29 anos em que sediou o GP Brasil, segundo levantamento realizado pela reportagem da Folha de S.Paulo com base em informações de contratos publicados no Diário Oficial.

O levantamento considera apenas os valores que foram direcionados para obras realizadas no local para atender a exigências da FIA (Federação Internacional de Automobilismo) e da FOM (Formula One Management, antiga proprietária da F-1) para manter no autódromo as provas da categoria.

O valor é superior aos R$ 697,4 milhões que deverão ser gastos para a construção do autódromo do Rio, na região de Deodoro. A intenção nesse caso é que o custo seja arcado pela iniciativa privada.

Nesse período, Interlagos passou por profundas mudanças. Na primeira delas, para voltar a sediar a corrida, que durante a década de 1980 foi disputada no autódromo de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, o traçado foi reduzido de 7.960 metros para 4.325 metros - uma tendência mundial para atrair direitos de transmissões das emissoras - e ganhou o "S do Senna", uma sugestão do próprio Ayrton.

Também foram construídos 23 boxes, salas de apoio para equipes, imprensa e prestadores de serviços, além da torre de cronometragem da prova e um centro médico. Um novo autódromo foi inaugurado no dia 23 de março de 1990, com a vitória de Alain Prost. Gerhard Berger e Senna terminaram, respectivamente, na segunda e terceira colocação.

Essa primeira reforma, uma das maiores pela qual o autódromo já passou, custou aos cofres públicos R$ 111 milhões em valores atualizados. As obras foram coordenadas pela Prefeitura de São Paulo, então sob a administração da prefeita Luiza Erundina.

"Foi uma obra grandiosa. A prefeitura não tinha todo esse dinheiro, mas contou também com concessões com empreiteiras e outras empresas", afirmou Erundina, atualmente deputada federal pelo PSOL (na época ela era do PT).

Em 2000, após exigências da FIA, a organização precisou refazer o traçado, que passou a ter 4.309 metros.

Além disso, as antigas caixas de brita foram substituídas por áreas de escape asfaltadas, que permitiam aos pilotos voltar à pista após uma escapada. Nessa nova reforma, mais R$ 139 milhões saíram dos cofres públicos.

A partir de 2005, a prefeitura de São Paulo repassou a administração do autódromo para SPTuris (empresa municipal de turismo e eventos), que concentrou o investimentos para atrair mais público. Entre eles, a construção de arquibancadas fixas cobertas, banheiros de alvenarias, acessibilidade para deficientes físicos e construção de um novo hospital com cinco mil metros quadrados.

Em 2007, por exemplo, a construção de arquibancadas permanentes em frente ao pit lane e as obras para troca do asfalto e melhoria da área dos boxes geraram um custo de cerca de R$ 80 milhões, pagos, novamente, pelo erário.

Por outro lado, a realização do GP Brasil em São Paulo ajudou a movimentar a economia da cidade. Em 2018, estima-se que o evento movimentou cerca de R$ 334 milhões com turismo, um crescimento de 19,2% frente aos R$ 280 milhões registrados em 2017, segundo dados da SPTuris.

Não à toa, com a ameaça de perder a F-1 depois que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) assinou termo de cooperação com objetivo de levar as provas para o Rio, o prefeito Bruno Covas e o governador de São Paulo, João Doria (ambos do PSDB), tentam renovar por mais dez anos o contrato com a F-1, vigente até 2020.

Atualmente, o projeto de privatização de Interlagos está congelado, à espera do início das discussões sobre a Operação Urbana Jurubatuba na Câmara Municipal.

O primeiro GP Brasil de F-1 foi realizado em 1972, em Interlagos. Nos anos 1980, a prova se mudou para o Rio de Janeiro, no autódromo de Jacarepaguá, onde ficou até 1989. No ano seguinte, voltou para Interlagos, circuito em que permanece até hoje.

Gazeta SP

Endereço
Rua Tuim – 101 A
Moema - São Paulo - SP - CEP 04514-100.
Fone: (11) 3729-6600

Contatos
Redação - [email protected]
Comercial - [email protected]

Diretor Presidente
Sergio Souza

Editorias
Brasil / Mundo / Estado / Capital / Grande São Paulo / Litoral / Vale do Ribeira / Serviços / Previdência / Variedades / Casa & Decoração / Turismo / Cinema

Colunistas
Pedro Nastri /
Nilson Regalado / Nilto Tatto/ Nilson Regalado/ Marcel Machado

Diretor Executivo
Daniel Villaça Souza

Diretor de Negócios
Paulo Villaça Souza

Diretor Comercial
Roberto Santos

Jornalista Responsável
Nely Rossany

Endereço
Rua Tuim – 101 A
Moema - São Paulo - SP - CEP 04514-100.
Fone: (11) 3729-6600

Contatos
Redação - [email protected]
Comercial - [email protected]

Diretor Presidente
Sergio Souza

Diretor Executivo
Daniel Villaça Souza

Diretor Comercial
Roberto Santos

Diretor de Negócios
Paulo Villaça Souza

Jornalista Responsável
Nely Rossany

Editorias
Brasil / Mundo / Estado / Capital / Grande São Paulo / Litoral / Vale do Ribeira / Serviços / Previdência / Variedades / Casa & Decoração / Turismo / Cinema

Colunistas
Pedro Nastri /
Nilson Regalado / Nilto Tatto/ Nilson Regalado/ Marcel Machado