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Sem chuvas, municípios de São Paulo entram em alerta

Cidade de Santa Cruz das Palmeiras decretou racionamento de água; Cantareira está com nível mais baixo, do que em 2013 Por Nely Rossany De São Paulo

Quase três anos após a crise hídrica que castigou São Paulo o abastecimento das represas do Estado voltam a preocupar os paulistas. O Sistema Cantareira, principal manancial da região metropolitana está com nível mais baixo, do que o registrado em junho de 2013, antes da crise hídrica ser oficializada pelo governo. Com o clima seco, cidades do Interior de São Paulo estão alertas e já pensam em decretar o racionamento de água.

É o caso da cidade de Santa Cruz das Palmeiras, na região de São Carlos, que foi a primeira do Estado a adotar oficialmente o racionamento este ano. O fornecimento está sendo cortado das 8 às 16 horas para reduzir o consumo atual, de 10 milhões de litros por dia. A cidade tem 30 mil habitantes e moradores que forem flagrados desperdiçando água podem ser multados em até R$ 950. Segundo o Departamento de Água, este ano choveu 350 mm a menos que no mesmo período de 2017, com a última chuva em 10 de maio.

Em Itu, região de Sorocaba, a Companhia Ituana de Saneamento informou que pode adotar o racionamento se o consumo continuar elevado.

A falta de chuva preocupa também os moradores de Itapetininga que registra o clima mais seco dos últimos 18 anos. Há um mês não chove na cidade e os níveis pluviais são menores do que o esperado para o período. Nos últimos três meses choveu apenas 62 mm, sendo que o esperado para a época é de, no mínimo, 197 mm.

Os meses de maio e junho tiveram chuva muito abaixo da média em todo o Estado, o que contribuiu para a baixa dos níveis dos reservatórios. De acordo com os dados da Sabesp (Companhia de Abastecimento do Estado de São Paulo), o volume do Cantareira na sexta-feira era de 43,1%, menos que em 2016 (47,1%) e 2017 (67,8%). Nesta mesma data em 2013, o manancial contava com 57,3%.

O Cantareira tem recebido 13,7 metros cúbicos de água por segundo, enquanto a Sabesp distribui 24,4 metros cúbicos por segundo para a população. Ao invés de encher, é como se perdesse quase 11 metros cúbicos por segundo, água suficiente para abastecer a zona leste da Capital.

A Sabesp afirma que possui um sistema mais robusto, com mais interligações e maior capacidade de tratamento de água do que antes da crise hídrica. Cita a interligação Jaguari-Atibainha, que permite transferir água entre duas bacias distintas, e diz que, no sentido do Cantareira, pode enviar até 162 bilhões de litros de água por ano, volume equivalente a uma represa Guarapiranga cheia. Mesmo assim a recomendação é que a população economize água há que conforme o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Ceptec) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, nos próximos dias, não haverá mudanças significativas no clima, permanecendo a condição de elevada variação de temperatura e baixos níveis de umidade relativa do ar.

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