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PF indicia 12 por esquema de desvio em obra do Rodoanel

Polícia viu indícios dos crimes de fraude em licitação, associação criminosa e falsidade ideológica no trecho norte da via Da Reportagem

Doze pessoas foram indiciadas por suposto esquema de desvio de dinheiro das obras do trecho norte do Rodoanel, em São Paulo. Entre os indiciados pela Polícia Federal em São Paulo está Laurence Casagrande Lourenço, ex-presidente da Dersa, empresa de infraestrutura viária do estado de São Paulo.

A PF considera que os indiciados praticaram os crimes de fraude em licitação, associação criminosa e falsidade ideológica.

O Ministério Público Federal recebeu o inquérito na última sexta-feira e tem uma semana para decidir se oferece denúncia à Justiça, manda arquivar ou pede mais diligências.

Por meio de nota, a Dersa informou que “reitera que juntamente com o Governo do Estado é a maior interessada na elucidação do caso”. “Havendo qualquer eventual prejuízo ao erário público, o Estado adotará as medidas cabíveis, como já agiu em outras ocasiões”, diz nota. A defesa do ex- presidente da Dersa não se manifestou.

Pedra no Caminho

Apesar da oposição de engenheiros internos e de órgão técnico, a estatal paulista Dersa assinou na gestão de Geraldo Alckmin (PSDB-SP) aditivos irregulares nas obras do Rodoanel que levaram a prejuízos de mais de R$ 600 milhões, segundo a polícia e o Ministério Público.

As apurações sobre os adendos contratuais levou à decretação da prisão de oito servidores e ex-funcionários da Dersa, incluindo a do ex-presidente do órgão, Laurence Casagrande Lourenço, que foi secretário estadual de Alckmin e comandava a estatal Cesp até sua detenção na operação Pedra no Caminho. Laurence nega as acusações.

De acordo com as investigações da Polícia Federal e da Procuradoria, foram beneficiadas pelos aditivos as construtoras OAS e Mendes Júnior, que já são investigadas na Operação Lava Jato.

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