últimas notícias

Deputados retomam discussão sobre LDO 2019

A votação, prevista para junho, se tornou motivo de impasse entre deputados estaduais de PSB e PSDB, maiores bancadas da Alesp Da Reportagem De São Paulo

A Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) realizou na tarde desta quarta-feira uma reunião para discutir a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2019. A votação da previsão de receitas e gastos do próximo ano deveria ter ocorrido em junho, antes do recesso, mas se tornou motivo de impasse entre os deputados estaduais.

A razão é que os partidos Socialista Brasileiro (PSB), do governador Márcio França, e da Social Democracia Brasileira (PSDB), do ex-prefeito de São Paulo e pré-candidato ao governo João Doria, que são os com maior base aliada, não entram em acordo sobre o texto da lei.

Barros Munhoz (PSB) afirma que votar a LDO é obrigação do parlamento. “No entanto o PSDB, que comanda a Casa, está fazendo essa obstrução da LDO por interesse em algumas projetos que são muito menos importantes que a LDO”.

Já o PSDB diz que não está “obstruindo nada” e que quer entender “qual é a origem de recursos para este orçamento”. “Foi colocado um programa de alistamento civil que oferecerá 100 mil bolsas dentro da LDO, o que deve gerar uma despesa de R$ 1,5 bilhão”, rebate a sigla.

O programa é desejo da gestão França e oferece bolsas de R$ 500 para jovens paulistas. A função deles seria cuidar da zeladoria urbana e orientar os cidadãos, como por exemplo, ajudar idosos a atravessar as ruas.

O custo projetado é de R$ 500 milhões no total, mas opositores alertam que com encargos e benefícios como vale transporte, por exemplo, ele pode chegar a R$ 1,5 bilhão. Outra crítica é que o valor é superior ao de algumas secretarias, como a pasta da Justiça, que deve receber R$ 557 milhões em 2018.

A ideia de França é aumentar o ensino profissionalizante para jovens e ampliar as possibilidades de entrada de renda dos paulistas que ainda não completaram 18 anos. “O projeto praticamente quebra o Estado. Será R$ 1,5 bilhão, sem discutir qualquer formato. Essa é uma bandeira eleitoral”, disse o líder do PSDB, Marco Vinholi.

Tops da Gazeta