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Presos mantêm 9 reféns em motim há 20 horas em Taubaté

Os detentos começaram o motim por volta das 15h desta quarta-feira (8). Dois agentes penitenciários e 12 voluntários de igrejas evangélicas foram feitos reféns Por Folhapress De São Paulo

Dois agentes penitenciários e sete voluntários de igrejas evangélicas são mantidos reféns há cerca de 20 horas em um motim de presos no Centro de Detenção Provisória de Taubaté, no Vale do Paraíba, interior paulista.

A administração dos presídios é de responsabilidade do governador Márcio França (PSB), candidato à reeleição. Segundo a SAP (Secretaria da Administração Penitenciária), um grupo especializado de agentes penitenciários "está dentro da unidade a postos", e a direção negocia com os presos amotinados.

Os detentos começaram o motim por volta das 15h desta quarta-feira (8). Dois agentes penitenciários e 12 voluntários de igrejas evangélicas foram feitos reféns. Por volta das 8h20 desta quinta (9), o quarto refém, um religioso, foi libertado. Poucas horas depois, outro evangélico foi liberado.

O CDP drº Félix Nobre de Campos tem 1.521 detentos, mas capacidade para pouco mais da metade disso: 844 pessoas.

Inicialmente, a pasta que administra o sistema penitenciário paulista informou que 12 reféns faziam parte da Pastoral Carcerária, braço da Igreja Católica. Depois, corrigiu a informação.

Todos são ligados a igrejas evangélicas: quatro são da Deus É Amor, quatro da Assembleia de Deus, duas da Cristo É Luz e Vida e outras duas da Capelania de Taubaté.

Os detentos atearam fogo a roupas e colchões, mas segundo a SAP o incêndio foi contido. Imagens em redes sociais mostravam fumaça escura saindo de dentro do presídio.

O Sindicato de Funcionários do Sistema Prisional de SP diz que duas ambulâncias e um carro dos bombeiros entraram na unidade. Diz também que os detentos conseguiram chegar até a portaria da unidade, mas foram contidos por agentes.

O governo paulista convocou uma reunião de emergência no começo da noite para tratar do motim. O governador Márcio França cancelou a participação em um debate entre candidatos nas eleições de outubro para buscar uma solução ao problema.

Em abril, um motim que durou 22 horas fez três defensores públicos reféns em Lucélia, no oeste paulista. A rebelião começou durante o banho de sol por volta das 14h do dia 26 de abril. O último defensor feito refém só foi liberado às 12h do dia seguinte.

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