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Preso por feminicídio seria assassino serial de mulheres em Votorantim

Homem de 27 anos ficará preso preventivamente até o fim de seu julgamento, sob suspeita de ter cometido 4 feminicídios no interior Por Folhapress

Um homem ficará preso preventivamente, até o fim do julgamento, sob a suspeita de ter cometido quatro feminicídios, entre 2014 e 2017, em Votorantim, no interior de São Paulo. Ele já estava detido desde 13 de junho de 2018 sob acusação do Ministério Público (MP) de ter participado efetivamente em um dos quatro crimes.

Segundo a Polícia Civil, Everton Júnior Soares, de 27 anos, conhecido como Mexicano, confessou os crimes. De acordo com as investigações, ele tinha um padrão de comportamento nos assassinatos. Soares amarrava o vestido da vítima no rosto dela e, após, ateava fogo na roupa amarrada.

Depois, ele atacava o rosto da vítima com agressões a pedradas ou pauladas. A polícia diz ainda que ele confessou prazer durante os crimes. A reportagem tentou entrar em contato com a advogada do suspeito, Elaine Aparecida dos Santos, mas o escritório informou que ela estava em viagem.

Na delegacia, Soares permaneceu em silêncio quando foi perguntado sobre os detalhes dos crimes, segundo a polícia. A investigação chegou até ele depois de uma testemunha protegida ter afirmado que ele confessou a autoria de dois dos quatro feminicídios a ela.

O delegado titular de Votorantim, Marcelo Munhoz Soares, afirmou que, em dois dos quatro casos, havia características de violência sexual, mas não de estupro. “Era um crime de ódio. Ele agia com ódio. Tinha prazer em lesionar a mulher na região pubiana”, disse.

Em nota, a Polícia Civil informou que o suspeito não mantinha relações com as vítimas. “Confessou que só sentia prazer no momento em que as mulheres estavam sendo mortas”, afirmou a corporação.

A prisão dele foi decretada pela Justiça pela morte de M.A.F.F., de 44 anos, ocorrida em 21 de dezembro de 2017. A polícia diz que Soares e seu pai, Edson Soares, 49, foram os últimos a serem vistos com ela. Por isso, o pai do suspeito também foi preso em 13 de junho.

O advogado do pai, Adilson Houlenes Mora, afirma que ele diz não saber de nada. “Uma testemunha disse que viu o pai com eles. É um caso muito difícil. Vai ser uma defesa muito difícil, mas ainda serão julgados”, disse. (FP)

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