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Policiais são presos em Campinas por suposta ligação com o tráfico

De acordo com o Gaeco, os PMs são suspeitos de deixar de efetuar prisões e de combater a criminalidade em troca de vantagens Da Reportagem De São Paulo

Em ação conjunta, o Ministério Público em Campinas e a corregedoria da Polícia Militar do Estado de São Paulo prenderam 31 membros da corporação e outras quatro pessoas na manhã desta terça-feira. Todos são suspeitos de integrar uma organização criminosa que trafica drogas e lava dinheiro.

De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), os PMs são suspeitos de deixar de efetuar prisões e de combater a criminalidade em troca de vantagens.

A operação, denominada Tio Genésio, envolvia 40 mandados de prisão, sendo que 32 eram contra agentes que atuavam, em sua maioria, na 5ª Companhia do 47º Batalhão de Polícia Militar. Um dos mandados não havia sido cumprido até esta publicação.

Segundo o Gaeco e a Secretaria de Segurança Pública (SSP), os policiais militares agiam nos bairros Boa Vista e Parque Industrial e, além de não combater o esquema de tráfico de drogas na região, vazavam informações sobre operações e outras investigações para os criminosos.

Até o fechamento desta edição, o balanço apresentado pelos promotores do Gaeco apontava, além das prisões, a apreensão de R$ 23 mil, um carro e eletrônicos, além de objetos de preparo de droga com os presos civis. Com os policiais, foram apreendidas armas com numeração raspada e drogas.

De acordo com o Ministério Público, a suspeita é de que a quadrilha movimentava R$ 150 mil por mês com o esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

Além da prisão dos PMs, outros oito mandados de prisão foram expedidos contra civis suspeitos de integrarem o esquema de tráfico de drogas. Ao grupo, é atribuída a prática de tráfico, corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. As operações ocorriam, principalmente, em um local denominado “Toca da Raposa”, na Vila Boa Vista, em Campinas.

Além dos 40 mandados de prisão, 51 ordens de busca e apreensão eram cumpridas em Campinas, Sumaré, Mogi Mirim, Hortolândia, Sorocaba, Bauru e São Carlos. Segundo o Gaeco, a atuação do grupo se restringia à cidade de Campinas, mas os mandados em outras cidades ocorreram porque tratava-se do endereço residencial dos suspeitos.

Além do Gaeco e da corregedoria da PM, participam da operação o 2º Batalhão de Polícia de Choque e o canil do 3º Batalhão de Polícia de Choque. Os mandados foram expedidos pela Justiça Militar e 3ª Vara Criminal da Comarca de Campinas.

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