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São Paulo tem 3 dos 12 candidatos com ação na Justiça

Dos 198 candidatos na disputa pelos governos estaduais neste ano em todo o Brasil, ao menos 47 respondem a processos na Justiça por corrupção, peculato ou improbidade Por Estadão Conteúdo

Maior colégio eleitoral do País, São Paulo tem três dos 12 candidatos ao governo com pendências na Justiça. O petista Luiz Marinho é réu em ação que apura nepotismo cruzado na prefeitura de São Bernardo do Campo e suspeito por desvio de recursos na construção do Museu do Trabalhador, na mesma cidade.

O tucano João Doria é réu suspeito de usar o slogan de sua campanha de 2016 em projeto da Prefeitura de São Paulo. Já o ex-prefeito de Suzano Marcelo Cândido (PDT) responde em caso de improbidade.

Dos 198 candidatos na disputa pelos governos estaduais neste ano em todo o Brasil, ao menos 47 respondem a processos na Justiça por corrupção, peculato ou improbidade. O levantamento foi feito com base no sistema processual dos tribunais estaduais, regionais federais e superiores do País, no site de Divulgação de Candidaturas e Contas Eleitorais, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e no aplicativo Vigie Aqui, do Instituto Reclame Aqui.

A conta não inclui eventuais processos que tramitam em sigilo ou segredo de Justiça, pois não constam nos sistemas de acompanhamento processual. O fato de responder a ações ou inquéritos não inviabiliza a candidatura destes políticos. Pela Lei da Ficha Limpa, em vigor desde 2010, somente condenados em segunda instância ou agentes públicos que tenham renunciado para evitar a cassação serão considerados inelegíveis.

A assessoria do ex-prefeito João Doria informou que na ação que discute o uso da expressão “AceleraSP” não há alegação de desvio de recursos públicos pelo candidato. “Como está comprovado no processo, todos os temas discutidos têm como origem atividades privadas, o que afasta qualquer prejuízo ao município, bem como a vinculação do slogan com projetos da prefeitura”, diz em nota.

A assessoria afirma ainda que as liminares concedidas no início do processo foram revogadas. “A utilização desta expressão como nome da coligação não esbarra em nenhuma vedação.”

Procurada, a defesa de Luiz Marinho não se manifestou. À época, ele negou irregularidades. A defesa de Marcelo Cândido afirma que recorreu da decisão.

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