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Cidades do Interior de SP aumentam horários do racionamento de água

Cidades como Santa Cruz das Palmeiras, que já haviam adotado o racionamento, ampliaram ainda mais o período de torneiras secas para poupar água Por Estadão Conteúdo

As chuvas das últimas semanas não foram suficientes para deixar os moradores do interior de São Paulo tranquilos em relação ao abastecimento de água. Cidades como Santa Cruz das Palmeiras, que já haviam adotado o racionamento, ampliaram ainda mais o período de torneiras secas para poupar água.

Desde a segunda-feira, 20, o fornecimento é suspenso às 7h - não mais às 8h - e retomado somente às 16h. Conforme o chefe do setor de saneamento de Santa Cruz das Palmeiras, Paulo Sérgio Lopes, a medida foi tomada para poupar água, já que a previsão é de estiagem nos próximos meses e ainda há desperdício. “Tem gente que levanta cedo para lavar a calçada e, assim, não há água que chegue. Se não cuidarmos, logo as represas baixam outra vez.”

Quem for flagrado pela fiscalização dos guardas municipais desperdiçando água pode ser multado em R$ 1.075. Somente aos sábados é permitido lavar a casa. A população convive com racionamentos desde 2014. No ano passado, a medida foi adotada entre os meses de setembro e novembro.

As últimas chuvas melhoraram o nível dos reservatórios, mas a cidade continua com o racionamento, iniciado em 30 de julho.

Em Rio das Pedras, o racionamento é das 9h às 16 horas e de acordo com o superintendente do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), Daniel Gonçalves, a medida está garantindo uma reserva maior de água para a estiagem. “Até o final de outubro, quando deve voltar a chover, não vai faltar água para as atividades essenciais”, disse. A prefeitura realiza obras para aumentar a capacidade das represas do Bom Jesus e do São José Viegas.

Em Itu, 31 bairros da região central ficaram sem água na quarta-feira. A Companhia Ituana de Saneamento informou que o abastecimento foi interrompido para reparo de um vazamento detectado no bairro Rancho Grande. O reparo reparou uma sangria na adutora da Represa do Fubaleiro, que transporta 280 litros de água por segundo.


*Matéria com informações do Estadão Conteúdo

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