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Queria estar fazendo campanha, diz deputado em sessão de CPI na Alesp

Barros Munhoz (PSB) se queixou do andamento da CPI que investiga contratos do governo estadual com Organizações Sociais da saúde, durante a sessão da terça-feira (29) Por Folhapress De São Paulo

Uma das principais lideranças da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), o deputado estadual Barros Munhoz (PSB) se queixou do andamento da CPI que investiga contratos do governo estadual com OSs (Organizações Sociais) da saúde, durante a sessão da última terça-feira (29).

"Tô perdendo um tempo imenso. O senhor já está eleito, não tem problema, não precisa fazer campanha", disse Munhoz, dirigindo-se ao secretário estadual de Saúde, David Uip, presente na comissão.

"Queria estar agora é batendo papo, nós estamos liberados, mesmo", continuou. O presidente da Alesp, Cauê Macris (PSDB), determinou que a Casa só terá sessões às terças-feiras durante as eleições. Com isso, instituiu um "recesso branco".

À reportagem Munhoz disse que a CPI das OSs não tem mais efeitos jurídicos e que as manifestações de seus colegas, que deveriam durar 10 minutos, se estendem por horas.

"A CPI já está na prorrogação. Agora é exploração política, nada mais do que isso. Ela já teve a sua finalidade, mostrou que falhas existem nas OSs. A lei que as criou tem 20 anos, já está superada, é preciso corrigir os erros detectados."

Munhoz afirma que deputados do PSDB têm usado a CPI, que investiga fatos das gestões Serra e Alckmin, para atacar o governo Márcio França (PSB). O vice de Alckmin se candidatou à reeleição em oposição a João Doria (PSDB).

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