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MPF quer que governo forneça soro contra picada de escorpião

A medida vale para a região de Jaú, onde uma criança de 6 anos morreu após ataque de escorpião em abril Por Estadão Conteúdo

O Ministério Público Federal (MPF) entrou com ação para que a União e o Estado de São Paulo disponibilizem pelo menos seis doses de soro antiescorpiônico em cada um dos 11 municípios da região de Jaú, no interior paulista. A medida tem como objetivo garantir o atendimento emergencial em episódios graves de picadas de escorpião, geralmente envolvendo idosos e crianças.

Na ação, o MPF alega que “a administração do antídoto é muitas vezes a única maneira de salvar a vítima” e que nos casos graves “é recomendada a aplicação de seis ampolas do antiveneno em curto espaço de tempo”. Também esclarece que a Santa Casa de Jaú é referência e atende 12 municípios da região.

O documento foi protocolado na terça-feira, e é assinado pelo procurador Marcos Salati, que cita a morte de uma criança de 6 anos em Barra Bonita em abril. Segundo ele, o atraso na aplicação do soro “foi uma das causas, senão a principal delas, na morte da criança”.

Redução

O MPF diz que pelo apurado “houve contingenciamento na distribuição do antídoto por parte do Ministério da Saúde a partir do ano de 2015”. Além de Jaú e Barra Bonita, cidades como Bariri, Bocaina, Dois Córregos, Itaju Itapuí, Mineiros do Tietê e Torrinha não possuem o soro em suas unidades de saúde.

A Secretaria de Saúde alega que a distribuição do soro é competência do Ministério da Saúde. Este, por sua vez, diz não ter sido notificado oficialmente ainda sobre a ação. Porém, garante que São Paulo tem sido abastecido com o antídoto para o veneno de escorpião.

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