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A três dias da eleição disputa em SP segue indefinida

Desta vez estão na disputa João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB), que segundo a última pesquisa Ibope, do dia 23, estão tecnicamente empatados Por Aline Fonseca De São Paulo

Os paulistas irão eleger no próximo domingo, 28, o novo governador do Estado mais populoso do País. Será a primeira vez, em 16 anos, que São Paulo terá segundo turno para decidir quem irá ocupar a cadeira no Palácio dos Bandeirantes. Desta vez estão na disputa João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB), que segundo a última pesquisa Ibope, do dia 23, estão tecnicamente empatados considerando a margem de erro. Doria aparece com 53% das intenções de votos, contra 47% de França.

A disputa indefinida deste segundo turno repete o que aconteceu no primeiro, quando França e Paulo Skaf (MDB) apareciam empatados nas pesquisas às vésperas das eleições. Na ocasião, o candidato do PSB só garantiu a vaga na disputa, quase no fim das apurações das urnas, quando ultrapassou Skaf e ficou com 21,53% dos votos.

Com perfis diferentes, França, com experiência na vida pública, e Doria, conhecido por trabalhar na iniciativa privada, trocaram acusações sobre o passado político de ambos ao longo da campanha e durante os debates.

O tucano acusou França de ser “socialista, esquerdista e petista enrustido”. Além disso, Doria disse que o pessebista defende Lula e foi contra o impeachment de Dilma Rousseff. França, por sua vez, rebateu Doria dizendo que tudo o que o tucano fala, não cumpre, e o acusou de ser marqueteiro e de ter pego emprestado R$ 44 milhões do BNDES para comprar um jatinho.

Os candidatos chegaram a expor algumas de suas propostas de governo nos debates.
Doria defende a proibição de saídas temporária de presos e também a atualização de equipamentos para auxiliar a Polícia Civil e Militar. Na aérea da saúde, o tucano relembrou seu projeto Corujão de Saúde e a rede Hebe Camargo. Sobre creches, Doria que irá apoiar a implementação de novas unidades.

Já França promete que, se for eleito, os policiais de São Paulo serão os mais bem pagos do País e que dará bolsas de R$ 500 por mês para jovens que foram dispensados do alistamentos obrigatório. Na educação, o pessebista disse que pretende zerar a fila de creches, construindo mais mil unidades e, na área da saúde, França disse que pretende ampliar os Ambulatório Médico de Especialidades (AMEs).


João Doria (PSDB)
Vice: Rodrigo Garcia (DEM)

Trajetória

João Doria nasceu em 1957 na capital paulista. Seu pai, João Doria, era publicitário e deputado federal, e foi obrigado a ir para o exílio em Paris com a família. O filho tinha apenas seis anos.

Já adulto, o hoje candidato tornou-se diretor na TV Tupi e de uma agência de publicidade. Na década de 1980, ao lado da carreira em comunicação, assumiu o cargo de secretário de Turismo da cidade de São Paulo. Na sequência foi presidente da Embratur e do Conselho Nacional de Turismo.

Na década de 1990 fundou o Grupo Doria, composto por seis empresas, além de passar a apresentar programas na TV. Tornou-se prefeito de São Paulo em 2016 pelo PSDB. Deixou o cargo 15 meses depois para concorrer agora ao governo do Estado.


Márcio França (PSB)
Vice: Eliane Nikoluk (PR)

Trajetória

Márcio França é formado em Direito, casado há 36 anos com a professora Lúcia, e desde do começo da sua carreira política, em 1988, sempre foi filiado ao PSB.

Atual governador de São Paulo, começou como vereador e em 1996 ocupou a prefeitura de São Vicente, Baixada Santista. Quatro anos depois foi reeleito prefeito da cidade com 93,1% dos votos válidos. França foi eleito e reeleito deputado federal em 2006 e 2010. Em 2011, licenciou-se da vaga para ser secretário de Esporte, Lazer e Turismo no mandato de Geraldo Alckmin.

Com a aliança do PSB com o PSDB em 2014, foi vice na chapa junto com Alckmin, que acabou deixando o cargo para concorrer à presidência da República.

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