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Quatro da mesma família são condenados por assassinar jogador de futebol

O jogador foi atraído para uma emboscada e morto a tiros e facadas porque reivindicava a paternidade de um bebê que sua ex-namorada estava esperando Por Estadão Conteúdo

Quatro pessoas de uma mesma família foram condenadas às penas somadas de 86 anos de prisão pelo assassinato do jogador de futebol R. de L.S., em 2015, em Catanduva, interior de São Paulo. Então com 24 anos, o jogador foi atraído para uma emboscada e morto a tiros e facadas porque reivindicava a paternidade de um bebê que sua ex-namorada, N.C.S., co-autora do crime, estava esperando. A sessão do Tribunal do Júri teve início às 9 horas de quarta e só terminou às 2h30 desta quinta-feira, 25.

O atual companheiro da ex-namorada, N. da S.S., foi condenado a 25 anos de prisão. Denunciado como autor dos três tiros que mataram o jogador de futebol, ele foi condenado por homicídio triplamente qualificado - motivo torpe, meio cruel e sem dar chance de defesa à vítima - e ocultação de cadáver. Os jurados condenaram J.L.C., primo de N.C.S., a 24 anos por ter dado as facadas e ajudado N. da S.S. a cometer o crime.

Acusada de atrair o ex-namorado para a emboscada, N. da S.S. foi condenada a 21 anos de prisão pelo homicídio qualificado. Já sua irmã, que a ajudou no plano, pegou 16 anos. Os jurados absolveram a mãe de ambas, K.M.S., dona da casa onde o crime foi executado. A defesa das três mulheres informou que vai entrar com recurso contra as condenações por terem se fundamentado em troca de mensagens pelo aplicativo WhatsApp, obtida sem autorização judicial.

O crime foi cometido em fevereiro de 2015, depois que N.C.S. convenceu o jogador a ir até a casa dela para discutirem a gravidez. O corpo do jogador foi encontrado três dias depois, em um canavial do município. Os suspeitos foram presos em seguida - um menor também envolvido no crime não foi julgado em razão da idade.

N. da S.S. é apontado pela Polícia Civil como autor de outro homicídio, ainda não julgado. Ele teria assassinado com quatro tiros o próprio tio, J.R.S., de 45 anos, achado morto dentro de seu carro, em dezembro de 2014, em Catanduva. A arma usada no crime foi encontrada na casa onde N. da S.S. morava, quando ele já havia sido preso pelo assassinato do jogador. O homicídio teria sido cometido porque o autor dos disparos pretendia receber o seguro de um veículo pertencente ao tio.

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