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Quatro são presos na 5ª fase da Operação Sevandija

A PF informou que os presos são suspeitos de pagamento de propina e lavagem de dinheiro desviado do Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão Preto (Daerp) Da Reportagem De São Paulo

Quatro pessoas foram presas na manhã desta terça-feira (13) na região de Campinas, no interior paulista, durante a Operação Callichirus, 5ª fase da Operação Sevandija, que investiga fraude em licitações de R$ 203 milhões na Prefeitura de Ribeirão Preto. Cinco mandados de busca e apreensão também foram cumpridos.

A Polícia Federal informou que os presos são suspeitos de pagamento de propina e lavagem de dinheiro desviado do Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão Preto (Daerp). Os suspeitos fraudavam contratos com a Aegea Saneamento S.A.

Entre os presos estão o gerente financeiro da Aegea e a namorada do ex-superintendente do Daerp. Os suspeitos responderão por crimes de corrupção ativa e passiva, falsificação de documento público e lavagem de dinheiro.

Os mandados foram cumpridos em Santa Bárbara’ Oeste, Indaiatuba, Mauá e São Paulo. A ação teve agentes da Polícia Federal (PF) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público (MP).

A Aegea Engenharia informou que está colaborando com as autoridades e que desconhece qualquer
irregularidade.

Segundo a PF, a operação foi nomeada como Callichirus em referência aos crustáceos também conhecidos como corruptos, “que cavam buracos, se escondem e são difíceis de serem vistos na superfície”.

Desvios

A Operação Sevandija foi deflagrada em setembro de 2016 e revelou que em 2014 a Aegea Engenharia agiu em conjunto com o Daerp para fraudar licitação de R$ 68,4 milhões para obras da rede de água da cidade. Com a fraude, a licitação acabou custando R$ 86 milhões. A ex-prefeita de Ribeirão Preto, Dárcy Vera (sem partido), foi presa durante a Sevandija e condenada a 18 anos.

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