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Justiça adia depoimentos sobre cartel do Metrô em SP

Nove pessoas envolvidas em atos de corrupção nas obras da Linha 5-Lilás do Metrô são investigadas Da Reportagem De São Paulo

A Justiça Federal de São Paulo adiou na noite desta quarta-feira (21) o início dos depoimentos sobre uma investigação de um cartel em obras do Metrô e em trens da CPTM. O inquérito foi instaurado em fevereiro de 2017, porém nesta quarta-feira um dos acusados que iria prestar depoimento não foi encontrado. O caso deve ser retomado na semana que vem.

De acordo com a Justiça Federal, a denúncia feita pelo Ministério Público Federal (MPF) é contra nove pessoas envolvidas em atos de corrupção nas obras da Linha 5-Lilás do Metrô de São Paulo no período entre 1999 e 2000.

Os réus são acusados do crime de lavagem de dinheiro. Entre eles estão dois ex-diretores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e executivos de seis multinacionais.

A denúncia ainda aponta que o esquema criminoso se baseou na formação de um cartel para a construção do trecho entre as estações de Metrô Capão Redondo e Largo Treze, mediante o pagamento de propina equivalente a 5% dos R$ 527 milhões orçados para o empreendimento.

O cartel reunia as companhias Siemens, Alstom, Mitsui, CAF, Daimler-Chrysler Rail e ADTranz, sob o nome Consórcio Sistrem. Representantes das quatro primeiras são acusados de ocultar e dissimular a origem e a propriedade do dinheiro pago ilicitamente por empresas de consultoria sediadas no Uruguai.

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