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Grupo vendia terra ‘grilada’ em área de represa do Interior

Ministério Público de São Paulo e Polícia Civil cumpriram 22 mandados de busca e apreensão contra o grupo Por Estadão Conteúdo

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e a Polícia Civil cumpriram, na segunda-feira, 22 mandados de busca e apreensão contra um grupo criminoso integrado por advogadas, engenheiros-topógrafos e corretores de imóveis que invadiam terras e entravam com ações de usucapião para vender os imóveis para terceiros, na região de Sorocaba, interior de São Paulo.

Os ‘grileiros’ chegaram a lançar um loteamento clandestino de 90 mil m² em área de proteção ambiental da Represa de Itupararanga, que abastece Sorocaba e outras cidades da região.

Os criminosos puseram à venda também terras pertencentes à Fundação Zoológico de São Paulo, em Araçoiaba da Serra. Na propriedade, o zoo paulistano produz alimentos para seus animais e mantém reserva técnica de algumas espécies. O grupo se valeu de documentos falsos para ajuizar ações de usucapião, “aplicando verdadeiro estelionato judiciário”, segundo o Gaeco. Em muitos casos, os falsários alegaram pobreza para pedir isenção de custas judiciais.

Além de Sorocaba e Araçoiaba da Serra, os mandados da Operação Terra Prometida foram cumpridos em Votorantim, Capela do Alto, Piedade e Salto de Pirapora. A possível participação de agentes públicos em prefeituras e cartórios de registros de imóveis será investigada. Pastas com documentos, pen-drives e arquivos de computadores foram apreendidos em escritórios de advocacia, engenharia, empresas de topografia e imobiliárias da região.

O material apreendido na operação será analisado e servirá de base para denúncia dos envolvidos à Justiça.

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