últimas notícias

Obras no Museu das Monções ainda não têm data para começar

Programadas para começar no final de outubro, as obras do museu de Porto Feliz ainda não foram iniciadas já que o processo ainda está em fase de licitação Por Matheus Herbert De São Paulo

As obras do Museu das Monções em Porto Feliz, no interior de São Paulo, programadas para serem iniciadas no final de outubro pelo governo do Estado, ainda não têm uma data para começar, já que o processo ainda está em fase de licitação. Prestes a desabar, o prédio considerado patrimônio histórico estadual está fechado há oito anos e em agosto a Justiça decretou que o governo estadual iniciasse em 30 dias os reparos emergenciais.

Procurada no começo do mês de outubro pela reportagem, a Secretaria Estadual de Cultura informou que as obras estavam previstas para começarem até o final do mesmo mês, porém na última semana de outubro, a Pasta através de uma nota enviada à Gazeta disse “que o processo de licitação para a contratação de uma empresa está em andamento e deve ser concluído entre 15 e 20 dias”.

O processo de licitação citado pela Secretaria Estadual de Cultura é para a contratação de uma empresa que irá realizar as obras emergenciais no local. Ainda segundo a nota da secretaria estadual, “conforme laudo do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), o valor total da reforma está orçado em R$ 12 milhões. Inicialmente, será feita a obra emergencial, para garantir a estrutura do prédio”, finalizou a nota.

O prefeito de Porto Feliz, Dr. Cássio Habice Prado (PTB) disse em setembro que acompanha a situação e teme uma tragédia. “Entramos na Justiça pedindo para o Estado iniciar a reforma. Já conversei diversas vezes com o secretário de Cultura estadual, mas nada foi feito, até porque reformar museu não dá votos. Agora se eu não consegui sensibilizar a Secretaria de Cultura, vou sensibilizar quem?”, complementou Dr. Cássio.

Acervo histórico

O prédio que abriga objetos como quadros, roupas e até uma cama em que Dom Pedro II dormiu durante uma passagem por Porto Feliz, está com problemas de infiltração, pintura, mato alto e com a fachada escorada em estruturas de madeira.

Além disso, no acervo do museu também há capacetes usados por combatentes da Revolução Constitucionalista de 1932. Por causa da interdição, todo estes objetos foram levados a um galpão alugado pela prefeitura.

Exemplo

Em Ribeirão Preto, também no interior, depois de décadas de abandono o Palacete Jorge Lobato, passou por restauro. O casarão construído em 1922 é exemplo raro de revitalização do patrimônio arquitetônico da cidade. Sem investimentos por parte dos proprietários, as casas antigas - maioria construída no início do século 20, estão deterioradas. Boa parte dos imóveis que foram tombados pelo Conpacc (Conselho de Preservação do Patrimônio Cultural) do município. Os museus Histórico e do Café, os principais de Ribeirão, estão fechados por problemas estruturais.


*Com colaboração de Aline Fonseca

Tops da Gazeta