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Lava Jato paulista perde procuradores e troca de chefia pela 3ª vez

A força-tarefa paulista foi criada em julho de 2017 após o STF (Supremo Tribunal Federal) enviar para primeira instância os desdobramentos das delações da Odebrecht sobre investigados sem foro por prerrogativa de função. Por Folhapress

A força-tarefa da Lava Jato em São Paulo vai trocar de comando pela terceira vez em um ano e meio de existência e diminuirá de tamanho. Três procuradores da República pediram para sair do grupo que, no Ministério Público Federal, é responsável pelos desdobramentos das investigações iniciadas em Curitiba.

A chefe da equipe, Thamea Danelon, solicitou desligamento. Outros dois procuradores, Bruno Magalhães e Ana Cristina Bandeira Lins, também sairão da equipe. O grupo, que era de 11 integrantes, ficará com 8.

Thamea ficou apenas três meses na chefia da equipe paulista. Ela havia assumido o cargo em novembro, em substituição a Thiago Lacerda Nobre, que é procurador-chefe da Procuradoria em São Paulo. Thamea alegou assuntos familiares para saída. Sua substituta será Anamara Osório Silva, uma especialista no combate a lavagem de dinheiro e crimes financeiros e que atuou nas operações Satiagraha (que prendeu banqueiro Daniel Dantas, em 2008) e Banco Santos (que levou para a cadeia o banqueiro Edemar Cid Ferreira, em 2006).

A força-tarefa paulista foi criada em julho de 2017 após o STF (Supremo Tribunal Federal) enviar para primeira instância os desdobramentos das delações da Odebrecht sobre investigados sem foro por prerrogativa de função.

De lá para cá sofreu críticas por apresentar resultados mais modestos na comparação com as equipes de Curitiba e do Rio de Janeiro. Até agora, os procuradores paulistas ofereceram quatro denúncias e ajuizaram uma ação de improbidade administrativa na Justiça Federal de São Paulo.

Apesar de o grupo ter nascido para investigar os ilícitos revelados pelos delatores da empreiteira, não houve denúncias diretamente relacionadas a esse acordo, que menciona supostos repasses ou pagamentos de propinas a políticos. O mais próximo que a equipe de investigadores chegou disso foi denunciar 33 pessoas sob a acusação de cartel nas obras do trecho sul do Rodoanel, com uso de provas da empreiteira obtidas no acordo de leniência firmado com o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), órgão federal.

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