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Segunda, 11 Fevereiro 2019 11:47

Polícia Civil de SP terá supergrupo de operações especiais em março

Batizada de Dope, a estrutura reunirá homens e mulheres com habilidade especiais, como atiradores de elite, especialistas em resgate, negociadores de sequestro e pilotos de helicóptero
Essa é a primeira mudança estrutural da Polícia Civil a ser implementada pela gestão João Doria (PSDB) Essa é a primeira mudança estrutural da Polícia Civil a ser implementada pela gestão João Doria (PSDB) Demacro/Polícia Civil
Por Folhapress
De São Paulo

A Polícia Civil de São Paulo deve implantar até março um superdepartamento de operações especiais, com cerca de 300 policiais.

Batizada de Dope (Departamento de Operações Especiais e Estratégicas), a estrutura reunirá homens e mulheres com habilidade especiais, como atiradores de elite, especialistas em resgate, negociadores de sequestro e pilotos de helicóptero.

Essa é a primeira mudança estrutural da Polícia Civil a ser implementada pela gestão João Doria (PSDB), dentro de uma série planejada pelo delegado-geral Ruy Ferraz Fonte. E ela é considerada uma das mais profundas reformas da instituição em duas décadas.

Isso porque a nova estrutura centralizará todas as equipes do GOE (operações especiais) e do Garra (repressão a roubos), além de outros serviços antes pulverizados em outras unidades da capital, cada um com comando e modo de atuação distintos.

Esses policiais se juntarão aos policiais do Decade (capturas e delegacias especiais), departamento que deixará de existir, e todos ficarão sob a responsabilidade do delegado Osvaldo Nico Gonçalves (diretor do Decade).

Com essa mudança, os policiais do Deic (crime organizado) precisarão solicitar reforço ao Dope ao concluírem uma investigação e caso necessitem de apoio para realizar prisões.

Mesmo tendo sua sede na capital, as equipes também poderão apoiar operações em todo o estado, algo parecido com que o batalhão de choque faz na Polícia Militar.

Entre as mudanças mais significativas está a transferência para o Dope das delegacias antissequestro, subordinadas há anos ao DHPP (departamento de homicídios e proteção à pessoa).

Outra alteração será a transferência do grupamento aéreo, que também ficará subordinada ao Dope e que será responsável por encaminhar os helicópteros da instituição nas operações que requererem o apoio de aeronaves.

O novo departamento terá também um centro de comando que não só coordenará cada carro policial do Dope como fiscalizará os deslocamentos dos automóveis pela cidade, liberados apenas com prévia autorização superior.

Embora as autoridades não admitam abertamente, essa medida também tem como objetivo combater casos de corrupção entre os policiais civis no trabalho, como achaques a comerciantes em situação irregular.

Após o estabelecimento das equipes, esses policiais de elite receberão trabalhos de aperfeiçoamento, uniformes e equipamentos especiais para que possam funcionar ao estilo das equipes altamente especializadas da Swat norte-americana, acionadas apenas em ocasiões especiais.

O sociólogo Renato Sérgio de Lima, diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, diz que considera a criação do Dope uma das mais significativas mudanças da Polícia Civil de São Paulo desde a criação do DHPP, nos anos 1990.

"Na época [do DHPP, criado para combater o aumento de homicídios], mexeu-se em um departamento. Agora essa mudança vai mexer em todos. Que eu me lembre, vai ser a mais profunda reforma em anos", diz.

Segundo Lima, a notícia dessa alteração também é importante para a Polícia Civil como instituição. "Ela precisa se modernizar urgentemente e melhorar a sua gestão."

Com a centralização das equipes especializadas, ainda segundo a avaliação do sociólogo, a instituição também poderá analisar melhor qual é a verdadeira demanda da polícia. "Da forma como é hoje, tudo pulverizado, há um baixo nível de conhecimento sobre a real necessidade da Polícia Civil."

Lima diz, por fim, que como o departamento terá muita força dentro da polícia, as regras precisão ser bem definidas sobre quem, como e quando esses recursos poderão ser acionados. "Toda a polícia precisará ter essa clareza", afirma ele.


*Por Rogério Pagnan, da Folhapress

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