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Com risco de cair, Museu no Interior terá obra emergencial

Secretaria Estadual de Cultura liberou R$ 1.047 milhão para ser usado a princípio para ‘obras de contenção’ Por Matheus Herbert De São Paulo

Orçada em R$ 12 milhões, a reforma geral do Museu das Monções em Porto Feliz, no interior de São Paulo, ainda não tem data para acontecer. Na última semana, a Secretaria Estadual de Cultura informou à Gazeta que uma verba no valor de R$ 1.047 milhão foi liberada e será usada a princípio para “obras de contenção”, já que o local está fechado há quase nove anos e corre o risco de desabar.

De acordo com a pasta, as obras devem começar este mês e têm previsão de finalização em seis meses, a partir do início. A empresa responsável pelas obras emergenciais é a CM Construção Civil.

Somente após a conclusão das obras de contenção é que a Secretaria de Cultura iniciará um novo processo para a obra de restauro do equipamento cultural.

Má conservação

O prédio, que é patrimônio histórico do estado de São Paulo, abriga objetos como quadros, roupas e até uma cama em que Dom Pedro II dormiu durante uma passagem por Porto Feliz. O edifício está com problemas de infiltração, pintura, mato alto e com a fachada escorada em estruturas de madeira, já que sofre risco de desabar.

Além disso, no acervo do museu também há capacetes usados por combatentes da Revolução Constitucionalista de 1932. Por causa da interdição, todo estes objetos foram levados a um galpão alugado pela prefeitura.

Devido à má conservação, o museu foi interditado pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) para evitar uma tragédia, parecida com a que aconteceu no Rio de Janeiro, em setembro de 2018.

Processos

A Gazeta acompanha desde outubro do ano passado a situação do local e o impasse da liberação da verba para reestruturação do prédio. À reportagem, o prefeito de Porto Feliz, Dr. Cássio Habice Prado (PTB), disse que teme uma tragédia. “Entramos na Justiça pedindo para o Estado iniciar a reforma. Já conversei diversas vezes com o secretário de Cultura estadual, mas nada foi feito, até porque reformar museu não dá votos. Agora se eu não consegui sensibilizar a Secretaria de Cultura, vou sensibilizar quem?”, complementou Dr. Cássio.

Em agosto do ano passado, a Justiça determinou que o Governo do Estado deveria iniciar as obra de reestruturação do local em 30 dias. Dois meses depois da determinação, a Secretaria Estadual de Cultura informou que o processo para reforma estava em licitação e que o início das obras estava previsto para o final de outubro.

Porém, o processo se estendeu até dezembro e somente no começo de janeiro deste ano a pasta homologou a empresa vencedora da licitação e repassou a verba para obras de contenção.


*Com colaboração de Aline Fonseca

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