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Doria diz que não viu entidade de direitos humanos se manifestar sobre mortes de policiais

O governador disse que não viu nenhuma entidade de direitos humanos se manifestar sobre as recentes mortes de policiais no estado de São Paulo Por Folhapress De São Paulo

O governador João Doria (PSDB) afirmou nesta segunda-feira (6) que não viu nenhuma entidade de direitos humanos se manifestar sobre as recentes mortes de policiais no estado de São Paulo.

"É curioso, quando há alguma outra circunstância, inclusive de morte de bandido, as entidades que defendem os direitos humanos, ou várias delas, se manifestam", disse. "Eu não vi nenhuma manifestação de nenhuma entidade que defende direitos humanos da crueldade como foram assassinados."

Ele expressou solidariedade aos familiares dos PMs e afirmou que toda a inteligência das forças de segurança de São Paulo está envolvida na investigação dos casos.

"Muito provavelmente a polícia vai encontrar os assassinos e eles serão punidos."

No domingo (5), o soldado F. de O.S., 40, morreu no Jardim São Luís (zona sul).

Segundo a PM, o soldado, que estava de folga, envolveu-se em uma briga em um bar na rua Joaquim Dias. Durante a confusão, baleou dois homens, um na mão e outro na perna.

Enquanto os suspeitos eram socorridos, o soldado foi desarmado e levado a uma viela, onde foi baleado no rosto com a própria arma e morreu.

Já no sábado (4), um cabo da Rota morreu com ao menos 30 tiros de fuzil no momento em que saía de casa para trabalhar, em Interlagos (zona sul).

Policiais que trabalhavam com F.F.F., 38, afirmaram que ele havia sido ameaçado de morte há cerca de seis meses por integrante de uma facção criminosa. Ele foi o segundo policial da Rota assassinado em menos de dez dias.

Segundo integrantes da Promotoria ouvidos pelo Agora sob condição de anonimato, o assassinato do cabo pode ter relação com a operação de quinta-feira (2) em que 44 pessoas foram presas em todo o Estado acusadas de ligação com o PCC.

A operação, batizada de Jiboia, tinha como alvo membros da facção que estariam levantando a identidade e endereços de policiais e investigando a vida dos agentes para matá-los.

No último dia 10 de abril, o Condepe (Conselho Estadual de Direitos da Pessoa Humana) divulgou nota em repúdio à decisão de Doria de condecorar policiais que mataram 11 criminosos em Guararema (SP).

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