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Segunda, 13 Maio 2019 15:41

Doria diz que prefeito de NY exacerbou sua condição de político local ao criticar Bolsonaro

Segundo Doria, Bill de Blasio cometeu um erro na condução política ao fazer avaliações sobre tendências de um presidente da República de outro país
Com pretensões de se candidatar ao Planalto em 2022, o governador paulista tem alternado postura de alinhamento e distanciamento de Bolsonaro Com pretensões de se candidatar ao Planalto em 2022, o governador paulista tem alternado postura de alinhamento e distanciamento de Bolsonaro Diogo Moreira/MáquinaCW/Governo do Estado de São Paulo
Por Folhapress

O governador de São Paulo, João Doria, disse nesta segunda-feira (13) que o prefeito de Nova York, o democrata Bill de Blasio, exacerbou sua condição de político local e "não fez jus a um regime de liberdade" ao criticar o presidente Jair Bolsonaro e pressioná-lo a desistir de viajar à cidade para ser homenageado pela Câmara de Comércio Brasil-EUA.

Segundo Doria, o prefeito nova-iorquino cometeu um erro na condução política ao fazer avaliações sobre tendências de um presidente da República de outro país.

Com pretensões de se candidatar ao Planalto em 2022, o governador paulista tem alternado postura de alinhamento e distanciamento de Bolsonaro, a depender da gravidade da crise que envolve o presidente.

"Entendo que o prefeito de Nova York exacerbou na sua condição de prefeito ao condenar e fazer manifestações nas redes sociais e na imprensa [contra Bolsonaro]", afirmou Doria antes de almoço com empresários e investidores em Nova York.

"Não cabe a um prefeito de Nova York fazer avaliações sobre esta ou aquela tendência de um presidente da República. Ele [Bill de Blasio] cometeu um erro, exagerou na sua condução política e não fez jus a um regime de liberdade onde Nova York é seu maior símbolo, a partir da própria Estátua da Liberdade que está na entrada da baía da cidade".

Desde o mês passado, Blasio trava disputa direta com Bolsonaro, a quem considera racista e homofóbico. O prefeito comemorou a decisão do presidente de não ir a Nova York receber o prêmio de "Pessoa do Ano", concedido pela câmara de comércio, e chegou a dizer que o líder brasileiro é um "ser humano muito perigoso".

Bolsonaro cancelou sua viagem a Nova York após o Museu de História Natural de Nova York se recusar a receber o evento e uma série de manifestações - de ativistas e políticos americanos, como Bill de Blasio - pressionarem os patrocinadores a não vincularem suas marcas à imagem do presidente.

Em nota, o Planalto admitiu que o cancelamento se deu após a pressão do prefeito e o governo, às pressas, articulou uma viagem ao Texas para que Bolsonaro tentasse fugir dos protestos e recebesse a homenagem.

Como mostrou o jornal Folha de S.Paulo, porém, ativistas e movimentos ligados às causas LGBT, mulheres, negros e indígenas já preparam manifestações para esta quarta (15) e quinta-feira (16), quando o presidente estará em Dallas.

Em eventos nos EUA, Doria disse que a decisão de não ir a Nova York era do presidente, mas que vê a cidade como um lugar "aberto, da liberdade de expressão e da condição de todos" e que Blasio rompeu esse cenário.

Na manhã desta segunda, o governador visitou a sede do Departamento de Polícia de Nova York e o FBI. Ele afirmou que está desenvolvendo um programa de cooperação entre a polícia americana e as polícias civil e militar de São Paulo nas áreas de tecnologia e inteligência.

Antes de ir ao almoço com empresários, do qual também participaram os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), e do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli, Doria afirmou que, somente após a aprovação da reforma da Previdência, os investidores terão "mais confiança para abrirem as comportas para investir em São Paulo e no Brasil".

O projeto enviado pela equipe do ministro Paulo Guedes (Economia) ao Congresso sofre com a resistência dos parlamentares e com a falta de articulação política do Planalto, que ainda não conseguir montar uma base aliada consistente para aprovar suas medidas consideradas prioritárias.

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