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Após fim de programa federal, gestão Doria promete ampliar ensino em tempo integral

Segundo o secretário de Educação, Rossieli Soares, a expectativa é aumentar a jornada a partir de 2020 em cerca de 100 colégios, que atendam em média 500 alunos cada Por Folhapress De São Paulo

Uma semana após o Ministério da Educação anunciar o fim de um programa de ensino em tempo integral, o governo João Doria (PSDB) prometeu nesta quarta-feira (21) ampliar a modalidade em São Paulo.

Segundo o secretário de Educação, Rossieli Soares, a expectativa é aumentar a jornada a partir de 2020 em cerca de 100 colégios, que atendam em média 500 alunos cada.

A adesão ao programa acontecerá de acordo com o interesse e a disponibilidade das escolas.

Se a estimativa da Secretaria da Educação se concretizar, serão 50 mil alunos a mais em tempo integral na rede estadual paulista, um aumento de 24% em um ano.

O programa que será expandido tem carga horária de até nove horas e meia, contra cinco horas na rede regular.

A grade curricular inclui períodos para preparação para o mundo do trabalho, orientação de estudos e clubes juvenis, organizados pelos alunos em função de temas de interesse.

Na semana passada, a Secretaria de Educação Básica do MEC anunciou em evento com secretários municipais de educação o que chamou de descontinuidade do programa Novo Mais Educação, que ajudava a financiar a ampliação da jornada escolar no ensino fundamental.

Em seu lugar, será colocado um projeto piloto voltado à etapa do 6º ao 9º ano.

A pasta prometeu continuar com o programa de fomento ao tempo integral no ensino médio. A meta é passar de 230 mil matrículas para 500 mil em 2022.

Como o jornal Folha de S.Paulo mostrou em julho, a gestão Bolsonaro não havia repassado até aquele momento nenhuma verba para o apoio à educação em tempo integral.

Indagado sobre o fim do Novo Mais Educação, Rossieli disse ser um defensor do programa, pela ampliação de possibilidades aos alunos que ele oferece.

O secretário estava no MEC quando o Novo Mais Educação foi reformulado, passando a focar mais no reforço de aprendizagem em português e matemática do que em atividades extracurriculares.

Ele afirmou nesta quarta-feira, porém, que acha louvável que todos os programas do ministério e das secretarias sejam reavaliados e, se necessário, modificados.

A rede municipal de São Paulo também vem ampliando o ensino em tempo integral. Desde o ano passado, o número de escolas com a modalidade aumentou 43%, passando de 102 para 146.

A Secretaria Estadual de Educação de SP anunciou também nesta quarta-feira (21) que as matrículas nas escolas da rede poderão ser feitas no aplicativo Minha Escola SP, disponível nos sistemas iOS e Android, e no site da pasta.

A possibilidade vale para estudantes que já estão na rede estadual e cujos responsáveis tenham cadastro no sistema.

As matrículas e a atualização cadastral poderão ser feitas de 26 de agosto a 23 de setembro. Para estudantes de fora, a inscrição vai de 1 a 31 de outubro.

A secretaria fez um apelo aos pais para que façam o cadastro de suas informações. Com isso, eles poderão acompanhar as notas e a frequência escolar dos filhos.

Atualmente, apenas 350 mil responsáveis pelos alunos estão no cadastro. A rede estadual tem 3,5 milhões de alunos.

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Uma semana após o Ministério da Educação anunciar o fim de um programa de ensino em tempo integral, o governo João Doria (PSDB) prometeu nesta quarta-feira (21) ampliar a modalidade em São Paulo.

Segundo o secretário de Educação, Rossieli Soares, a expectativa é aumentar a jornada a partir de 2020 em cerca de 100 colégios, que atendam em média 500 alunos cada.

A adesão ao programa acontecerá de acordo com o interesse e a disponibilidade das escolas.

Se a estimativa da Secretaria da Educação se concretizar, serão 50 mil alunos a mais em tempo integral na rede estadual paulista, um aumento de 24% em um ano.

O programa que será expandido tem carga horária de até nove horas e meia, contra cinco horas na rede regular.

A grade curricular inclui períodos para preparação para o mundo do trabalho, orientação de estudos e clubes juvenis, organizados pelos alunos em função de temas de interesse.

Na semana passada, a Secretaria de Educação Básica do MEC anunciou em evento com secretários municipais de educação o que chamou de descontinuidade do programa Novo Mais Educação, que ajudava a financiar a ampliação da jornada escolar no ensino fundamental.

Em seu lugar, será colocado um projeto piloto voltado à etapa do 6º ao 9º ano.

A pasta prometeu continuar com o programa de fomento ao tempo integral no ensino médio. A meta é passar de 230 mil matrículas para 500 mil em 2022.

Como o jornal Folha de S.Paulo mostrou em julho, a gestão Bolsonaro não havia repassado até aquele momento nenhuma verba para o apoio à educação em tempo integral.

Indagado sobre o fim do Novo Mais Educação, Rossieli disse ser um defensor do programa, pela ampliação de possibilidades aos alunos que ele oferece.

O secretário estava no MEC quando o Novo Mais Educação foi reformulado, passando a focar mais no reforço de aprendizagem em português e matemática do que em atividades extracurriculares.

Ele afirmou nesta quarta-feira, porém, que acha louvável que todos os programas do ministério e das secretarias sejam reavaliados e, se necessário, modificados.

A rede municipal de São Paulo também vem ampliando o ensino em tempo integral. Desde o ano passado, o número de escolas com a modalidade aumentou 43%, passando de 102 para 146.

A Secretaria Estadual de Educação de SP anunciou também nesta quarta-feira (21) que as matrículas nas escolas da rede poderão ser feitas no aplicativo Minha Escola SP, disponível nos sistemas iOS e Android, e no site da pasta.

A possibilidade vale para estudantes que já estão na rede estadual e cujos responsáveis tenham cadastro no sistema.

As matrículas e a atualização cadastral poderão ser feitas de 26 de agosto a 23 de setembro. Para estudantes de fora, a inscrição vai de 1 a 31 de outubro.

A secretaria fez um apelo aos pais para que façam o cadastro de suas informações. Com isso, eles poderão acompanhar as notas e a frequência escolar dos filhos.

Atualmente, apenas 350 mil responsáveis pelos alunos estão no cadastro. A rede estadual tem 3,5 milhões de alunos.

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